" Criei um aparelho para unir a humanidade, não para destruí-la. " - Santos Dumont

" Um prisioneiro de guerra é um homem que tentou matá-lo, não conseguiu e agora implora para que você não o mate. " - Winston Churchill
" Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus - Albert Einstein
" O objetivo da guerra não é morrer pelo seu país, mas fazer o inimigo morrer pelo dele - George S. Patton. "
" Só os mortos conhecem o fim da guerra " - Platão
"Em tempos de paz, os filhos sepultam os pais; em tempo de guerra, os pais sepultam os filhos." - Herodes

sábado, 25 de dezembro de 2010

Missel Anti-Navio Exocet

Tipo: Missel anti-navio de médio alcance
Fabricante: Aérospatiale MBDA
País de origem: França
Inicio do serviço: 1979
Status: Ainda em serviço
Peso: 670 kg
Comprimento: 4.70 m
Diâmetro: 34.8 cm
Ogiva: 165 kg
Motor: Combustível sólido, com turbo jato na versão MM40 Block 3
Envergadura: 1.10 m
Alcance operacional: de 70 a 180 km
Altitude de voo: de 3 m a 10.000 m
Velocidade: 1.140 km/h ou 315 m/s
Sistema de guiagem: inercial e radar ativo
Plataforma de lançamento: MM38 lançamento de navio, AM39 lançamento aéreo, SM39 lançamento de submarino e MM40 lançamento em terra.

O Exocet é um míssil anti-navio francês podendo ser lançado de varias plataformas seja ela terrestre, de lançadores em caminhões, submarinos, navios, helicopteros, aviões de patrulha e caças, foi usado em muitos conflitos nos anos 80, entre elas a Guerra das Malvinas e Guerra Irã-Iraque. O Exocet é construído pela Aeroespatilale MBDA, divisão européia, seu desenvolvimento começou em 1967, sendo lançado pela primeira vez de um barco com o nome MM 38, o corpo básico do míssil foi baseado em outro de nome Nord AS30 lançado a partir de um avião, a versão de lançamento aéreo foi desenvolvido em 1974 e foi incorporado pela Marinha Francesa cinco anos mais tarde. O míssil relativamente compacto é projetado para ataques contra embarcações de médio porte como fragatas, corvetas, e contratorpedeiros, embora com mais de um ataque seja possivel afundar até um porta-aviões. Inicialmente o sistema de guiagem do Exocet é inercial, ou seja, por queda e em seguida e comandado por um radar ativo, assim o avião pode lança-lo e se afastar. Seu motor de propulsor contínuo dá ao Exocet uma alcance máximo de 70 km, a nova versão MM40 usa um propulsor turbojato que pode alcançar até 180 km. A versão de lançamento submarina é instalado dentro de uma cápsula de lançamento. Durante a Guerra das Malvinas a Marinha Argentina atacou com um Exocet um destroier britânico HMS Glamorgan em 1982, utilizando os caças Super Etandard, tambem houve outro ataque com estes caças usando o Exocet contra o contratorpedeiro HMS Sheffield em 4 maio 1982, alguns dias depois um navio de transporte mercante com 15.000 toneladas de carga foi atingido por dois mísseis Exocet, outro contratorpedeiro o HMS Glamorgan foi atingido em 12 junho. Em 30 de maio os Argentinos reivindicaram um ataque com o Exocet contra o porta-aviões HMS Invencible, esta reivindicação é infundada. em sinais de dano. O Exocet que golpeou o HMS Sheffield impactou na segunda plataforma, acima do linha d'agua, penetrando e atingindo a sala de comando, próximo do quarto motor, abrindo uma rachadura no casco com cerca de 3.90 m, não foi confirmado se a ogiva explodiu. Provavelmente o missel o sistema que gera energia, de modo que as bombas que combatem o fogo não funcionaram condenando o navio a ser consumido pelo fogo. A perda do Sheffield foi um choque para os Ingleses. Cerca de 15 navios de combate foram atingidos por misseis Exocet. Em outro navio atingido de nome Glamorgan o míssil viajou pelo hangar e aingiu um helicoptero Wessex abastecido oque causou a explosão, a ação rápida dos tripulantes salvaram o navio, com menos de um minuto entre a detecção pelo radar do navio e o impacto, não foi possivel ao navio manobrar e evitar o missel. A Grã-Bretanha conseguiu junto a França dados sobre o Exocet afim de conseguir prever ataques com este missel, uma operação secreta foi iniciada para impedir que a Marinha Argentina adquira mais misseis no mercado internacional. A França não entregou misseis Exocet AM39s comprados pelo Peru, para evitar a possibilidade delas serem desviadas para a Argentina.

Fotos do Exocet: Tipos de Exocet, Misseis Exocet na América do Sul, Navio Sheffield, Impacto do Exocet.

Bell-Boeing V-22 Osprey

Tipo: Transporte V/STOL
Pais de origem: EStados Unidos
Fabricante: Bell e Boeing
Primeiro voo: 19 de março de 1989
Inicio do serviço:13 de junho de 2007
Primeiros usuários: Fuzileiros e Força Aérea Americana
Custo do programa: US$ 27 bilhões
Custo unitário: US$ 67 milhões
Tripulação: 4 (piloto, copiloto e 2 engenheiros de voo)
Capacidade: 24 soldados sentados ou 32 em pé, 9.070 kg de carga interna ou 6.800 kg em uma guancho externo ou um veiculo leve Growler
Comprimento: 17.5 m
Diâmetro do rotor: 11.6 m
Envergadura: 14 m
Aréa com os rotores: 25.8 m
Altura: 6.73 m
Peso vazio: 15.032 kg
Peso carregado: 21.500 kg
Peso máximo de decolagem: 27.400 kg
Motores: 2 turbinas Rolls-Royce Allison T406/AE 1107C-Liberty com 6.150 c.v. cada
Velocidade máxima: 463 km/h ao nível do mar ou 565 km/h a 4,600 m
Velocidade de cruzeiro: 446 km/h ao nível do mar
Alcance: 1.627 km
Alcance de combate: 685 km
Alcance máximo: 3.590 km com tanques auxiliares
Altitude de serviço: 7.920 m
Razão de subida: 11.8 m/s
Armamento: 1 metralhadora 7.62 mm M240 ou 1 metralhadora .50 (12.7 mm) M2 Browning na rampa, ou 1 metralhadora 7.62 mm GAU-17 minigun, montada na barriga, retrátil, controlada por controle remoto atraves de video.

O Bell-Boeing V-22 Osprey é um avião multi-missiões, de uso militar, tiltrotor de decolagem e aterrissagem vertical (VTOL), com capacidade de decolar e aterrissar em pistas curtas (STOL). Foi projetado para combinar a funcionalidade de um helicóptero convencional com o desempenho de longo alcance e alta velocidade de cruzeiro de um avião turbopropulsor. O programa de desenvolvimento do V-22 começou em 1981, voando em 1983, os Fuzileiros Americanos começaram o treinamento com os V-22 em 2000, colocado em serviço em 2007, vindo a substituir os CH-46 SeaKnights. A Força Aérea Americana colocou sua versão em uso em 2009, usado tanto pelos Fuzileiros e a Força Aérea em missões de combate no Iraque e Afeganistão.
Em 28 de setembro de 2005, o Pentagono aprovou a produção completa de 24 a 48 aeronaves até 2012. Até o final da produção atual cerca de 458 serão produzidos dos quais 360 são para os Fuzileiros, 48 para a Marinha e 50 para a Força Aérea com um custo médio de U$ 110 milhões cada, incluindo custos de desenvolvimento. Em 2014 a Raytheon fornecerá um melhoramento da aviônica, tambem está sendo trabalhado um aumento na velocidade máxima de 460 km/h para 500 km/h, a altitude 3.000 m para 4.300 m.
Em 1999 o V-22 foi estudado para o uso no Reino Unido pela Royal Navy para controle e fiscalização maritima (MASC), Israel tinha mostrado o interesse na compra de MV-22s, mas em 2009 decidiu esperar o CH-53K. O V-22 Osprey é um dos candidatos para um helicoptero de busca e salvamento da Noruegua, que substituira o Westland Sea King Mk.43B em 2015. A Bell Boeing fez uma oferta do V-22 para evacuação aeromédica para o Exército Americano, mas foi emitido um relatório dizendo que o V-22 não seria apropriado para missões de recuperação de feridos por causa da dificuldade de operações em locais fechados e pela falta de autodefesa. A Marinha Americana é um usuário potencial dos V-22, mas suas missões permanecem obscuras.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Boeing B-52 Stratofortress

Tipo: Bombardeiro Estrátegico
Fabricante: Boeing
Primeiro voo: 15 de abril de 1952
Inicio do serviço: fevereiro de 1955
Status: 68 em serviço e 9 de reserva
Usuários: Força Aérea Americana e NASA
Produção: de 1952 a 1962
Total produzido: 744
Custo unitário: B-52H cerca de U$ 53.4 milhões de dólares em 1998
Tripulação: 5 piloto, co-piloto, navegador, operador de radar e operador de sistema de guerra eletrônica
Comprimento: 48.5 m
Envergadura: 56.4 m
Altura: 12.4 m
Aréa das asas: 370 m²
Peso vazio: 83.250 kg
Peso carregado: 120,000 kg
Peso máximo de decolagem: 220,000 kg
Motores: 8× turbinas Pratt & Whitney TF33-P-3/103 com 7.712 kg de empuxo cada
Capacidade de combustível: 181.610 litros
Velocidade máxima: 1.000 km/h
Alcance de combate: 7.210 km
Alcance máximo: 16.232 km
Altitude de serviço: 15.000 m
Razão de subida: 31.85 m/s
Armamento: 1 canhão de 20 mm M61 Vulcan instalado na cauda do avião, controlado por controle remoto, removido da versão em uso ou 4 metralhadoras .50, o B-52 tem capacidade para aproximadamente 31.500 kg, podendo transportar bombas, minas, misseis intercontinentais, nucleares entre outros.
Aviônicos: Sistema eletro-óptico de visão que usa sensores infravermelhos de alta resolução, com televisão de baixo nível de luz e Pod de busca de alvo a grande distância.

O Boeing B-52 Stratofortress é um bombardeiro estratégico de longo alcance, subsônico, projetado e construido pela Boeing, usado pela Força Aérea Americana. Em 5 de junho de 1946, o projeto inicial do B-52 tinha seis turbinas, já o protótipo final YB-52 tinha oito turbinas, voando em 15 de abril de 1952. Concebido para carregar armas nucleares durante a Guerra Fria, o B-52 substituiu o Convair B-36. O B-52 está em serviço de 1955 até hoje. Seu desempenho superior em velocidades subsônicas e baixos custos de operação mantiveram o B-52 em serviço apesar de novos aviões como o B-70 Valkyrie de mach 3, o Rockwell B-1B Lancer e o furtivo Northrop Grumman B-2, outros aviões mantem uma longa carreira como os Eletric Canberra, o Tupolev Tu-95, o Lockheed C-130 Hercules, o Boeing KC-135 Stratotanker e o Lockheed U-2.
Durante a Guerra Fria o B-52 seria usado para neutralizar as Forças Armadas Soviéticas, executou missões de patrulha em grandes altitudes próximo do espaço aérea soviético, no final dos anos 50 com o advento dos mísseis terra-ar que poderiam ameaçar aviões em grandes altitudes, como o caso do U-2 em 1960, o B-52 foi usado em missões a baixas altitudes, podendo assim atacar a União Soviética. Já na Guerra do Vietnã cerca de 28 B-52/F receberam suportes sob as asas aumentando sua capacidade em 340 kg ou 24 bombas em junho de 1964, mais tarde mais 46 aviões receberam essa modificações. Em março de 1965, os Estados Unidos começaram operação Thunder, a primeira missão a luz do dia foi executada pelos B-52Fs em 18 de junho de 1965, quando 30 bombardeiros atacaram uma fortaleza comunista perto de Bến Cát no Vietnã do Sul, a primeira onda dos bombardeiros chegou cedo ao ponto designado e ao manobrar para manter a posição, dois B-52s colidiram, foram perdidos ambos aviões e oito tripulantes, os bombardeiros restantes, menos um que girou voltou para a base devido a problemas mecânicos, continuaram e bombardearam com sucesso o alvo. O B-52F recebeu modificações aumentando sua capacidade de bombas, sendo 24× bombas de 227 kg ou 340 kg na parte externa e interna de 27 a 84 bombas de 227 kg ou de 27 a 42 bombas de 340 kg totalizando 108 bombas ou 27.215 kg. Cada missão de bombardeio durava de 10 a 12 horas com um reabastecimento em voo, feito pelos KC-135 Stratotankers. Na primavera de 1967, os aviões começaram a operar apartir da Tailândia, não necesstando de reabastecimento em voo. Em 22 novembro 1972, um B-52D foi abatido por um míssil terra-ar (SAM) quando em missão sobre Vinh, este foi o primeiro B-52 abatido pelo fogo inimigo no Vietnã, no total 30 B-52s foram perdidos durante a guerra. A operação Linebacker II consistiu em ondas de B-52s durante 12 dias, em 729 missões, despejando 15.237 kg de bombas em Hanoi, Haiphong entre outros.
A Força Aérea Americana pretende manter pelo menos o B-52H em serviço até 2040, quase 80 anos após o fim de sua produção. A USAF continua a confiar no B-52 porque ele permanece um bombardeiro pesado, eficaz e econômico, principalmente em missões contra nações que tem limitada defesa aérea. Uma versão do B-52H era o EB-52, seria modificado para guerra eletrônica, ficando com a mesma capacidade do EF- 111 Raven , mas o programa foi cancelado em 2005.

sábado, 18 de setembro de 2010

Missel Anti-Satélite ASM-135 ASAT

Tipo: Missel Anti-Satélite
Fabricante: LTV Aerospace
Producão: 1984
Peso: 1.180 kg
Comprimento: 5.48 m
Diâmetro: 50.8 cm
Ogiva: nuclear ou convencional
Alcance máximo: 648 km
Alcance operacional: 563 km
Velocidade: 24.000 km/h
Sistema de guiagem: infravermelho
Plataforma de lançamento: F-15 Eagle

O ASM-135 ASAT é um míssel anti-satélite lançado a partir de caças F-15 Eagle, sendo seu uso exclusivo da Força Aérea Americana. No final dos anos 50, os Estados Unidos começaram o desenvolvimento de armas anti-satélite, a primeira arma anti-satélite americana foi o Bold Orion 199B, seu lançamento era feito pelo B-47 Stratojet, foi testado em 19 de outubro de 1959, mas passou a cerca de 6.4 km do alvo, somente com uma ogiva nuclear de grande porte o satélite seria atingido. No começo de 1960 o Departamento de Defesa começou um programa de intercepção no espaço, em 1962, os foguetes eram lançados pela Força Aérea da Marinha utilizando o caça F-4D Phantom, com o objetivo de desenvolver uma arma anti-satélite. Os Estados Unidos desenvolveram armas anti-satélite de subida direta, como o Nike Zeus do Exército Americano equipado com uma ogiva nuclear, para destruir satélites em órbita, testado em maio de 1963. O problema de se utilizar misseis nucleares contra um satélite é que poderia atingir outros de reconhecimento do próprio Estados Unidos, por esse motivo os Estados Unidos começaram a desenvolver armas anti-satélite sem o uso de ogivas nucleares. Em 1978 a União Soviética apresentou um sistema anti-satélite co-orbital operacional, em resposta o presidente Jimmy Carter ordenou o desenvolvimeto de um novo sistema anti-satélite.
Em 1979, a USAF fechou um contrato com a LTV, o projeto da LTV era de um míssel de vários estágios com infravermelho, o então ASM-135 foi lançado de um F-15A, um míssel modificado da Boeing o AGM-69 SRAM foi usado como a primeira fase do ASM-135 ASAT.
A Força Aérea Americana modificou cerca de 20 caças F-15A do 318th Esquadrão de Interceptação baseado em Washington e o 48th Esquadrão de Interceptação baseado em Langley, na Virgínia para missões anti-satélite, todos caças tiveram as fuselagens modificadas para suportar o ASM-135, este projeto foi cancelado em 1988, a USAF tinha planejado dispor de uma força operacional com 112 mísseis ASM-135. Tal projeto de armas anti-satélite foi questionada pelo Congresso Americano, sobre a real necessidade desse projeto, em 1983, o Congresso impôs várias limitações no programa ASM-135, em dezembro de 1985, foi proibido o testes com o ASM-135 em alvos no espaço, esta decisão foi tomada somente um dia depois que a Força Aérea derrubou dois satélites em órbita, os testes continuaram em 1986, mas limitados a alvos abaixo do espaço. No mesmo ano o custo da aquisição dos misseis ASM-135 foi estimado em U$ 5.3 bilhões de doláres, bem acima da estimativa original que era de U$ 500 milhões de doláres. A USAF foi forçada a cancelar o programa em 1987. Finalmente em 1988, o governo Reagan cancelou o programa ASM-135 por causa de problemas técnicos, atrasos nos testes e crescente custo.

domingo, 12 de setembro de 2010

Ilyushin IL-76

Tipo: Avião estratégico
Fabricante: Tashkent Aviation
Primeiro voo: 25 de março de 1971
Inicio do serviço: Junho de 1974
Status: Ainda em serviço
Primeiros usuários: Rússia, Ucrânia e India
Total produzido: 960
Variantes: Ilyushin Il-78, Beriev A-50 KJ-2000
Tripulação: 5 a 7
Capacidade de carga: 40.000 kg
Comprimento: 46.59 m
Envergadura: 50.5 m
Altura: 14.76 m
Aréas das asas: 300 m²
Peso vazio: 72.000 kg
Peso máximo de decolagem: 157.000 kg
Motores: 4 turbinas Soloviev D-30KP com 12.000 kg de empuxo cada
Velocidade máxima: 900 km/h
Alcance: 3.650 km com carga máxima
Altitude de serviço: 13.000 m
Distância de decolagem: 2.170 m
Distância de aterissagem: 1.460 m
Armamentos: 2 canhões de 23 mm guiados por radar na traseira da aeronave, em modelos militares 2 pontos com capacidade para 500 kg de bombas.

O Ilyushin IL-76 é avião multi-missão projetado pelo departamento soviético da Ilyushin. Foi desenvolvido como cargueiro comercial em 1967, afim de competir com o An-12, várias versões são usadas na Europa, Ásia e África, entre as versões está a de avião de transporte, de busca e salvamento, reabastecimento em voo, combate a incêndios, guerra eletrônica, transporte militar e civil e petroleiros transportando grandes quantidades de petroléo. Devido a sua rampa o IL-76 foi muito usado como cargueiro comercial, pois o transporte de grandes cargas era possivel devido a sua enorme rampa e porta de embarque de cargas. Participou como transporte em evacuações civis e ajuda humanitária pelo mundo junto a ONU, em pistas sem pavimento, obtive grande êxito no combate a grandes incêndios, igualmente usado em treinamentos com gravidade zero.
Em 1967 o IL-76 deveria tranportar uma carga útil de 40.000 kg a uma distância de 5.000 kg, em menos de seis horas, capaz de operar em pistas de pouso curtas e não-preparadas, capaz de suportar as condições meteorológicas mais adversas como as da Sibéria. Houve um projeto para transporte de 250 passageiros, mas esse projeto foi cancelado. O IL-76 voou em 25 de março de 1971 no Uzbequistão, então uma república da União Soviética, nos anos 90, versões modernizadas do IL-76 foram desenvolvidas a MF e a TF, com um compartimento de carga que media 20 m (comprimento) x 3.4 m (largura) x 3.4 m (altura), mas devido a problemas financeiros da Rússia, não foram produzidas em grandes quantidades. O protótipo da versão mais longa do IL-76MF, com maior capacidade, voou 1 de agosto de 1995, tendo acabado sua produção em 1997, alguns aviões comerciais foram modernizados para a versão de IL-76TD-90VD, em 2004, usando motores PS-90 para se enquadrar nos limites europeus. Em 2005, a China requisitou para a Rússia cerca de 34 IL-76MDs novos e 4 petroleiros IL-78.
O uso do IL-76 pela União Soviética começou em junho de 1974, sendo o principal avião de transpote estratégico. Em 1976 foi operado pelas companhia aérea estatal Aeroflot. Entre 1979 e 1991, os IL-76s soviéticos fizeram 14.700 voos para o Afeganistão, transportando 786.200 soldados e 315.800 kg de carga, na época foi responsável pelo transporte de 89% das tropas e 74% das cargas. O Exécito Canadense utiliza um IL-76 versão civil para o transporte de tropas para o Afeganistão. Até 2006, a Força Aérea Russa operou cerca de 200 IL-76, somente metade está em perfeitas condições de voo e por volta de 108 IL-76 foram usados por operadores civis. Em abril de 1986 caças F-111 americanos bombardearam alguns IL-76 que estavão no aeroporto de Tripoli, na Líbia durante a operação garganta de EL Dorado.

sábado, 31 de julho de 2010

McDonnell Douglas F-4 Phantom II

Tipo: Caça, interceptador e bombardeiro
País de origem: Estados Unidos Fabricante: McDonnell Douglas
Primeiro voo: 27 maio de 1958
Inicio do serviço: 30 dezembro de 1960
Status: cerca de 631 aviões estão estocados pela Força Aérea Americana, a partir de 2010 serão usados como aviões não tripulados.
Primeiros usuários: Força Aérea, Marinha e Fuzileiros Americanos
Produção: 1958 a 1981 com cerca de 5.195 aviões produzidos
Custo unitário: US$ 2.4 milhões versão F-4E, sendo cada hora de voo a um cusro de US$ 6.178
Tripulação: 2
Comprimento: 19.2 m
Envergadura: 11.7 m
Altura: 5.0 m
Aréa das asas: 49.2 m²
Peso vazio: 13.757 kg
Peso carregado: 18.825 kg
Peso máximo de decolagem: 28.030 kg
Peso máximo de pouso: 16.706 kg
Motores: 2 turbinas General Electric J79-GE-17A, 8.094 kg de empuxo
Capacidade de combustível: 7.549 litros ou três tanques externos com 12.627 total
Velocidade máxima: 2.370 km/h a 12.190 m
Velocidade de cruzeiro: 940 km/h
Alcance de combate: 680 km
Alcance máximo: 2.600 km com 3 tanques extras de combustível
Altitude de serviço: 18.300 m
Razão de subida: 210 m/s
Distância para decolagem: 1.370 m com peso de 24.410 kg
Distância para pouso: 1.120 m com peso de 16.706 kg
Armamentos: 8.480 kg de armamentos em 9 pontos, podendo transportar uma gama de armas com 6 pods Matra com 18 foguetes SNEB de 68 mm cada, 4 misseis AIM-7 Sparrow, 4 misseis AIM-9 Sidewinder, misseis AIM-120 AMRAAM, misseis japoneses AAM-3 e misseis Skyflasu britânicos. F-4s do Irã utilizam misseis russos e chineses, 1 canhão M61 Vulcan de 20 mm com 640 cartuchos, já para ataques a alvos móveis o F-4 pode levar 6 misseis AGM-65 Maverick, 4 misseis AGM-62 Walleye, 4 misseis AGM-45 Shrike ou AGM-88 HARM ou AGM-78 Standard ARM, já para bombardeios a configuração pode ser 4 bombas GBU-15, 18 bombas Mk.82 ou GBU-12, 5 bombas Mk.84 ou GBU-10 ou GBU-14, 18 bombas CBU-87 ou CBU-89 ou CBU-58 e finalmente uma opção de pod com 1 canhão SUU-23/A de 20 mm.

O F-4 Phantom é um caça-bombardeiro biplace, supersônico de duas turbinas, para qualquer tempo, de longo alcance, que teve seu desenvolvimento inicial para a Marinha Americana. Aprovado pela Marinha em 1960, e em seguida pelos Fuzileiros e Força Aérea Americana. Em 1959 bateu 15 recordes mundiais, incluindo recorde de velocidade e altitude. O F-4 foi muito usado pelos Estados Unidos durante a guerra de Vietnã, sendo um çaça de superioridade aérea, ataque ao solo e reconhecimento, durante os anos 70 e 80, os F-4 foram substituidos por F-15 Eagle, F-16 Fighting Falcon, F-14 Tomcat e F/A-18 Hornet. Os F-4 Phantom II permaneceram em uso pelos americanos no papel de reconhecimento e supressão das defesas aéreas inimigas na Guerra do Golfo em 1991, deixando finalmente o serviço em 1996. Foram usados pelos Thunderbirds e os Blue Angels. Foi exportado para 11 países, usados em combate por Israel contra os Arábes, pelo Irã contra o Iraque. Os Phantoms permanecem em serviço em sete países e como alvos não tripulados pelos estados Unidos, o F-4 foi o caça americano mais produzido com 5.195.
Até na aréa civil o F-4 foi usado, em testes de ruídos elétricos e colisão contra estruturas de usinas nucleares, para saber oque acontece quando um avião colide contra paredes de concreto destes lugares. Um avião F-4D (registo civil NX749CF), é operado pela fundação Massachusetts uma organização sem fins lucrativos, com intuito de manter viva a história da aviação, com donativos o avião é mantido em condições de voo, baseado em Houston, Texas, Estados Unidos. A NASA adquiriu um F-4 Phantom II/A em 3 dezembro de 1965, usado em vários testes que levavam a aeronave ao extremo, afim de conseguir dados para seus programas espaciais. De 1983 a 1985 a NASA usou um F-4C em seus estudos, posteriormente foi devolvido a Força Aérea Americana.

domingo, 27 de junho de 2010

MD Helicopters MD 500 F

Tipo: Helicoptero leve multipropósito Fabricante: MDD Mcdonnell Douglas
Total produzido: cerca de 4700
Desenvolvido a partir: OH-6 Cayuse
Variantes: MD 500 Defender e MD Helicopters MD 600
Tripulação: 1-2
Capacidade de passageiros: 5
Comprimento: 9.94 m
Diâmetro do rotor: 8.33 m
Altura: 2.48 m
Peso vazio: 722 kg
Peso máximo de decolagem: 1.610 kg
Motor: 1× turbina Allison 250-C30 de 375 c.v
Velocidade máxima: 282 km/h
Velocidade de cruzeiro: 250 km/h
Alcance: 430 km
Altitude de serviço: 5.700 m
Razão de subida: 10.5 m/s

Armamento: na versão 530 MG a mais completa - 2 metralhadoras giratórias M134 de 7.62 mm, 2 lançadores M260 com 19 foguetes Hydra, 2 lançadores de granadas .50, 2 misseis TOW, 2 misseis Hellfire ATGM ou 2 misseis Stinger AAM.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Kfir - Israel Aircraft Industries

Tipo: Caça bombardeiro
País de origem: Israel
Fabricante: Israel Aircraft Industries
Primeiro voo: Junho de 1973
Inicio do serviço: 1975
Retirado de serviço: em 1996 de Israel
Status: ainda operacional
Primeiros usuários: Força Aérea de Israel, Marinha Americana, Força Aérea Colombiana e Força Aérea de Sri Lanka
Total produzido: cerca de 220
Custo unitário: U$ 4.5 milhões
Desenvolvido a partir: IAI Nesher
Tripulação: 1
Comprimento: 15.65 m
Envergadura: 8.22 m
Altura: 4.55 m
Aréa das asas: 34.8 m²
Peso vazio:  7,285 kg
Peso carregado: 11,603 kg
Peso máximo de decolagem: 16,200 kg
Motor: 1 turbina General Electric J-79-J1E
Empuxo: 5.434 kg 
Empuxo com pós-combustão: 8.119 kg 
Velocidade máxima: 2.440 km/h a 11.000 m 
Alcance de combate: 768 km 
Altitude de serviço: 17.680 m 
Razão de subida: 233 m/s
Armamentos: 2 canhões DEFA 553 de 30 mm com 140 cartuchos cada, pode transportar pods de foguetes Matra JL-100 com 19 foguetes SNEB de 68 mm, com 2 misseis AIM-9 Sidewinders ou Shafrir ou Python,  2 misseis  Shrike ARMs ou 2 misseis AGM-65 Maverick e na configuração de ataque ao solo pode carregar 5.775 kg de bombas em nove pontos externos, as bombas variam dos modelos Mark 80, Paveway, Griffin LGBs, TAL-1, TAL-2, CBUs, BLU-107 e com pods de reconhecimento e tanques extras de combustivel.

O Kfir Israelense é um avião de combate para qualquer tempo, multi-emprego, construído com base na fuselagem modificada do Mirage 5 da Dassault, com aviônica Israelense e um motor turbojato da General Electric J79. O projeto inicial usava um Mirage IIIC da Dassault como base do desenvolvimento do Kfir, pois o Mirage IIICJ era um caça para qualquer tempo, com asa em delta, sendo o primeiro avião a atingir Mach 2 adquirido por Israel e constituia a espinha dorsal da IAF ( Força Aérea de Israel ) durante os anos 60, até a chegada do A-4 Skyhawk e mais importante ainda, o F-4 Phantom II. Já o Mirage IIICJ provou ser extremamente eficaz no papel de superioridade aérea, mas seu curto alcance em combate impôs algumas limitações em seu uso como avião de ataque ao solo.
Assim, em meados dos anos 60, a pedido de Israel, a Dassault Aviation começou a desenvolver o Mirage 5, uma versão de ataque ao solo do Mirage III. Depois das sugestões feitas pelos Israelenses, a aviônica avançada situada atrás da cabine do piloto foi removida, permitindo que os aviões aumentassem sua capacidade de combustível e reduzissem custos de manutenção. Em 1968, a Dassault tinha terminado a produção de 50 Mirage´s 5J para Israel, mas um embargo imposto pelo governo francês em 1967 impediu que Dassault entregasse os aviões. Israel respondeu produzindo uma cópia não autorizada do Miragem 5, o Nesher, com especificações técnicas para a fuselagem e motor obtidos pela inteligência de Israel, que mais tarde se tornaria o Kfir.
O Kfir entrou em serviço na IAF em 1975, seu papel era a de superioridade aérea, junto com os F-15 Eagle entregues a Israel em 1976. O batismo de fogo em combate do Kfir foi em 9 de novembro de 1977, durante voo sobre um acampamento de treinamento em Azia, no Líbano. A única vitória aérea confirmada do Kfir a serviço da IAF ocorreu em 27 de junho de 1979 quando um Kfir C.2 abateu um MiG-21 sírio. Antes da invasão Israelense ao sul do Líbano em 1982 a IAF usava seus F-15s e F-16s para papéis de superioridade aérea e os Kfirs para realizar missões de escolta. Pouco depois, todos os Kfir C.2s passaram para a versão C.7, com o aumento da carga útil, o Kfir passaram para seu novo papel de caça-bombardeiro. Durante a segunda metade dos anos 90, o Kfirs de Israel foram retirados de serviço, após quase vinte anos de serviço. Até 2006, o IAI Kfir foram exportados para Colômbia, Equador e Sri Lanka e ainda permanecem em serviço. Os Estados Unidos utiliza o Kfir como treinador no Strike Fighter Tactics da Marinha Americana no esquadrão Agressors, chamado popularmente de TOPGUN.

sábado, 5 de junho de 2010

FLARE dispositivo de defesa e proteção

UM AC-130U SPOOKY DISPARANDO SEUS FLARES
Flare dispositivo de defesa e proteção
O Flare é uma contramedida defensiva aérea, contra armamentos que utilizam a guiagem infravermelha, como mísseis terra-ar e ar-ar. Os Flares geralmente são compostos de elementos pirotécnicos como o magnésio ou outro metal explosivo e de fácil queima, com a temperatura que chega próximo ao de exaustão de um motor, dessa maneira o missil guiado por infravermelho procura a assinatura de calor do Flare ao invés do calor dos motores das aeronaves.
Ao contrário dos mísseis guiados por radar os guiados por infravermelho são dificieis de serem detectados pelos radares dos aviões, já que não emitem sinal radar detectável e são geralmente disparados na campo de visão traseiro da aeronave, por conta da posicção dos motores. Na maior parte dos casos os pilotos precisam confiar em seus alas ou co-pilotos para alerta-los sobre um ataque. A maioria dos misseis de infravermelho são de curto alcance e baixa altitude, um novo sistema eletro-óptico é capaz de detectar a emissão térmica do motor do missil que está atacando a aeronave. Uma vez detectado o míssil infravermelho ocorre o disparo dos Flares da aeronave de modo manual ou automático, já a aeronave se afasta do local em um ângulo contrário a trajetória do míssil como este H-60 Seahawk , reduzindo a potência do motor na tentativa de refrigerar a assinatura térmica, dessa maneira o missil se confunde com a mudança brusca de emissão térmica do motor da aeronave e acaba buscando a emissão térmica do Flare.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

9K38 Igla ''SA-16 Gimlet''

Tipo: Sistema portátil anti-aéreo
País de origem: União Soviética
Em serviço: desde 1983 até hoje
Fabricante: KBM
Custo unitário: 60.000 a 80.000 doláres em 2003











Especificações:
Peso do equipamento: 18 kg
Ogiva: 1.17 kg com 390 g de explosivo HMX um dos explosivos quimicos mais poderosos
Peso do missel: 10.8 kg
Comprimento: 1.57 m
Diâmetro: 72 mm
Mecanismo de detonação: de contato e aproximação
Motor: foguete com combustível sólido
Alcance: 5.2 km
Altitude de voo: 3.5 km
Velocidade: 800 m/s a 2.817 km/h
Sistema de guiagem: infravermelho

O Igla 9K38 é um sistema de arma portátil infravermelha para uso anti-aéreo construido pela Empresa Russa KBM, chamado pela OTAN de ''Grouse'', sua versão anterior é conhecida como Igla-1 ou SA-16 Gimlet 9K310. O desenvolvimento desta arma portátil de defesa aérea de curto alcance em 1972, com o objetivo principal de melhorar a resistência contra medidas eletrônicas de seus alvos. O 9K310 Igla-1 e seu sistema de mísseis 9M313 foram aceitos em serviço no exército soviético, em 11 de Março de 1981. As principais diferenças do Strela-3 incluiam o sistema de Identificação amigo ou inimigo criado para evitar disparos contra aviões amigos, disparo automático, elevação para facilitar o disparo com isso reduziria o campo de tiro, um foguete um pouco maior reduzindo o arrasto, melhor sistema de orientação para que houvesse um aumento no alcance e melhor desempenho contra alvos manobráveis e rápidos, com isso o alvo seria atingido na fuselagem e não mais no bocal da turbina do avião. A combinação de detonação de proximidade com o do infravermelho, junto ao restante do combustivel do missel seria de grande impacto contra o alvo, sendo as contramedidas eletrônicas e de proteção como chaffs e flares do alvo, praticamente nulas contra o missel do Igla.
Segundo o fabricante, testes na África do Sul provavelmente em algum dos conflitos naquela aréa mostraram que o Igla é superior ao missel Americano FIM-92A Stinger. No entanto, outros testes na Croácia afirmam que o Igla tem um menor tempo de voo e alcance, mas sua eficácia é igual ao do Stinger. A probabilidade de acerto do Igla fica entre 30% a 48% contra alvos desprotegidos que é reduzida para 24% na presença de flares e proteção eletrônica, já contra um caça F-4 Phantom II o fabricante afirma que a porcentagem de acerto fica em 59% com alvo fixo e de 44% com o uso pelo alvo de contramedidas ou manobras evasivas.
O uso em combate mais notável do Igla modelo SA-16 foi durante a Guerra do Golfo, em 17 de janeiro de 1991, após uma missão de bombardeio, um Panavia Tornado da RAF foi abatido por Forças Iraquianas. Já em 1995, um Mirage 2000 Francês foi abatido sobre a Bósnia por um Igla 9K38 disparado por unidades de defesa aérea do Exército da República da Sérvia.
A seguir as versões do Igla: Igla-1E versão para exportação / Igla-1M versão melhorada do modelo, para uso soviético na década de 80 / Igla-1D versão para pára-quedistas e forças especiais com tubo de lançamento separado do míssel / Igla-1V versão para uso principalmnete contra helicopteros / Igla-1N versão com ogiva maior, com uma pequena redução na velocidade / Igla-1A segunda versão para exportação / Igla-1S a mais nova variante, com maior alcance, mais sensível, melhor resistência a contra medidas recentes e uma ogiva maior.
E para finalizar em 12 de agosto de 2003, como resultado de uma operação policial com cooperação de americanos, britânicos e russos, Hemant Lakhani , um britânico , foi preso ao tentar entrar nos Estados Unidos com um modelo antigo do Igla, interrogado ele disse que tinha intenção de abater o Air Force One , o avião presidencial americano ou um avião comercial e que planejava comprar outras 50 dessas armas.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Bell P-39 Airacobra

Tipo: Caça-bombardeiro monoplace
Fabricante: Bell Aircraft
Primeiro voo: 6 de abril de 1938
Inicio do serviço: 1941
Retirado de serviço: em 1951 na Itália
Primeiros usuários: Exército Americano, Força Aérea Soviética e Real Força Aérea
Produção: de 1940 a maio de 1944
Total produzido: cerca de 10.000
Custo unitário: U$ 50.666 em 1944
Variante: XFL Airabonita / P-63 Kingcobra
Dados do (P-39Q)
Tripulação: 1 ( piloto )
Comprimento: 9.20 m
Envergadura: 10.40 m
Altura: 3.80 m
Aréa das asas: 19.8 m²
Peso vazio: 2.425 kg
Peso carregado: 3.347 kg
Peso máximo de decolagem: 3.800 kg
Motor: 1 Allison V-1710-85, refrigerado a agua, V-12, 1.200 cavalos
Velocidade máxima:605 km/h
Alcance: 840 km
Altitude de serviço: 10.700 m, pode atingir 15.000 m em 4m e 50s
Razão de subida: 19 m/s
Armamentos: 1 canhão M4 de 37 mm com 30 cartuchos atirando atraves do cubo da hélice ( na RAF este canhão foi substituido por um de 20 mm com 60 cartuchos, 2 metralhadoras .50 de 12.7 mm com 200 cartuchos cada no nariz em sincronismo com a hélice, 4 metralhadoras .30 de 7.62 mm duas em cada asa com 150 cartuchos cada e suporte sob a fuselagem para uma bomba de 227 kg.

Aparentemente convencional, o P-39 estava equipado com um motor colocado atrás da cabine, acionando a hélice atraves de um longo eixo de transmissão, dando espaço dianteiro para que houvesse um maior poder de fogo e fornecendo ao piloto uma melhor visão frontal do que nos outros caças. Esse modelo de aeronave exigiu um trem de pouso triciclo, sendo o primeiro monomotor americano com esse tipo de equipamento. Em serviço já em 1941 era o mais avançado caça que a Força Aerea Americana no inicio da guerra, apesar da decisão de não o equipar com um turbo compressor, oque prejudicou o seu desempenho limitando seu uso em altitudes de até 5.200 m. Sua estrutura robusta e seu grande poder de manobra fizeram dele um poderoso avião de ataque ao solo. Obteve grande sucesso na África do Norte e no Extremo Oriente. Cerca de 4.773 aviões foram entregues a União Soviética, que usaram em combates aéreos e o segundo maior ás da União Soviética utilizou o P-39, já na Aviação Americana o P-39 foi principalmente utilizado no Pacifico, onde a oposição de caças inimigos era menor do que na Europa.
Em setembro de 1940, a Grã-Bretanha requisitado 386 P-39Ds (modelo 14), com um canhão de 20 mm e seis metralhadoras de 7.7 mm. A RAF pediu um total de 675 P-39s. Entretanto, depois que o primeiro Airacobra chegou em setembro de 1941, foram realizados testes e descobriram que o P-39 tinha curto alcance e desempenho ruim em altitudes usadas pela RAF nos teatros europeus, somente 80 deles foram utilizados no esquadrão 601 onde serviriam. Já a Grã-Bretanha transferiu aproximadamente 200 P-39s para União Soviética. Por volta de 200 aviões da RAF foram entregues aos Estados Unidos após o ataque a Pearl Harbor, sendo posteriormente enviados a Quinta Força Aérea Austráliana, para o serviço no Pacífico. Entretanto a produção atrasada dos modelos N e Q mantiveram uma velocidade superior a 604 km/h com uma altitude operacinal de 6.100 m, dessa maneira podia alcançar em mergulho o Spitfire, mas sempre obedecendo a recomendação de velocidade em mergulho que era de 764 km/h. A posição do motor era ideal para ataques ao solo, tendo em vista que os tiros atingiam a frente do avião, ficando o motor potegido na parte de trás da aeronave, mas ficava muito vulnerável a ataques traseiros vindos de outros aviões. Antes do ataque a Pearl Harbor, quase 600 aviões haviam sido construídos, ao final da produção dos P-39 em agosto de 1944, a Bell tinha construído quase 10.000 aviões. Houve vários modelos e protótipos construidos pela Bell, o XP-39-BE um protótipo com motor Allison V-1710-17 com 1.150 cavalos, com turbo compressor, 2 metralhadoras de 12.7 mm e 1 canhão de 25 mm / YP-39 com motor Allison V-1710-37 com 1090 cavalos, armado com 1 canhão de 37 mm, 4 metrlhadoras sendo 2 de 12.7 mm e 2 de 7.62 mm / YP-39A para grandes altitudes com motor Allison V-1710-31 com 1.150 cavalos / XP-39B com motor Allison V-1710-37 de 1.090 cavalos, houve várias mudanças na estrutura, inclusive a instalação de um turbo compressor / P-39C com motor Allison V-1710-35 de 1.150 cavalos, 1 canhão de 37 mm, 4 metralhadoras sendo 2 de 12.7 mm e 2 7.62 mm, melhor blindagem e tanques de combustivel extras / Airacobra IA com motor Allison V-1710-E4 de 1150 cavalos, 1 canhão de 20 mm, 4 metralhadoras sendo 2 de 12.7 mm e 2 de 7.7 mm / P-39D-BE melhor blindagem e tanques extras de combustivel, 1 canhão de 37 mm, 2 metralhadoras de 12.7 mm e 4 metralhadoras de 7.62 mm / P-39D-2 com motor Allison V-1710-63 de 1.325 cavalos, 1 canhão de 37 mm, tanque extra de 549 litros ou 1 bomba de 227 kg / P-39D-3 com câmeras de reconhecimento sob a fuselagem e melhor blindagem /
XP-39E três protótipos testados com motor Continental I-1430-1 de 2.100 cavalos e motor Allison V-1710-47 de 1.325 / TP-39F-1 convertido para treinamento com dois assentos e sem armamento / P-39L-1BE contruidos para a União Soviética / P-39L-1 modificado para uso de foguetes, sob as asas, 250 produzidos, sendo estes modelos os principais.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Aichi D3A '' Val ''


Tipo: Bombardeiro de mergulho embarcado
Fabricante: Aichi Kokuki KK
Primeiro voo: Janeiro de 1938
Inicio do serviço: 1940
Primeiro usuário: Marinha Imperial Japonesa
Total produzido: 470 D3A1 e 1.016 D3A2
Tripilação: 2 (piloto e operador de rádio/artilheiro)
Comprimento: 10.2 m
Envergadura: 14.37 m
Altura: 3.8 m
Area das asas: 34.9 m²
Peso vazio: 2.570 kg
Peso máximo de decolagem: 4.122 kg
Motor: 1 Mitsubishi Kinsei 54, radial, de 1.300 hp
Velocidade máxima: 430 km/h
Alcance: 1.352 km
Altitude de serviço: 10.500 m
Razão de subida: 8.62 m/s
Armamento: 2 metralhadoras fixas de 7.7 mm, 1 metrlhadora móvel de 7.7 mm na parte traseira da cabine e uma bomba de 250 kg sob a fuselagem e 2 sob as asas cada uma com 60 kg .

O Aichi D3A chamado de Val pelos aliados, tornou-se um dos mais conhecidos bombardeiros da história. Era um bombardeiro de mergulho embarcado na Marinha Imperial Japonesa nas fases iniciais da guerra, participou em quase todas as ações, incluindo Pearl Harbor. O projeto do Aichi começou com as asas elípticas usadas no Heinkel He 70. O primeiro protótipo usava um motor Hikari de baixa potência com 710 cavalos, o segundo recebeu um motor Kinsei 3 de 840 cavalos, sua capota foi remodelada, a cauda vertical foi ampliada para ajudar a estabilidade direcional, aumentaram a extensão e seções de bordo de ataque e os freios de mergulho foram reforçados, a partir dai o D3A provou ser melhor que seus rivais.
Em dezembro 1939, a Marinha requisitou os aviões do tipo 99 para uso em bombardeios, tais modelos tinham asas ligeiramente menores e aumentaram a potência do motor chegando a 1.070 cavalos no modelo Kinsei 44, o problema direcional da instabilidade foi resolvido finalmente com o encaixe de uma aleta dorsal longa. O D3A1 começou seu serviço a bordo do porta-aviões Akagi e Kaga durante 1940, quando um pequeno número de aviões atacaram alvos em território chinês. Começando com o ataque de Pearl Harbor neste dia foram utilizados 129 ''Val'', o D3A1 participou em todas as operações japonesas nos primeiros 10 meses da guerra. Conseguiram a fama durante a invasão do Oceano Índico em abril 1942 quando os D3A1s atingiram 80% das bombas lançadas durante ataques aos cruzadores britânicos HMS Cornualha e Dorsetshire e o porta-aviões HMS Hermes. Em junho de 1942, entrou em serviço uma versão melhorada do D3A o modelo 12, com motor Kinsei 54 de 1.300 cavalos, com alcande maior devido ao aumento do tanque de combustível com capacidade de 900 litros, sendo capaz de proteger as Ilhas Salomão. Quando as forças americanas retornaram as Filipinas em 1944, os D3A2s baseados em terra, tiveram pesadas perdas. Muitos D3A1s e D3A2s foram operados por unidades de treinamento no Japão, e diversos foram modificados com controles duplos como o tipo 99 modelo 12 da Marinha para instrução de bombardeiro (D3A2-K). Durante o último ano da guerra os D3A2s foram usados em missões kamikaze. Em 1945, guerrilheiros indonésios capturaram numerosas bases aéreas Japonesas e vários D3A "Val" foram capturados. Mas a maioria dos aviões foram destruídos entre 1945 e 1949 já que a Indonésia foi invadida por inimigos durante esse periodo.