" Criei um aparelho para unir a humanidade, não para destruí-la. " - Santos Dumont

" Um prisioneiro de guerra é um homem que tentou matá-lo, não conseguiu e agora implora para que você não o mate. " - Winston Churchill
" Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus - Albert Einstein
" O objetivo da guerra não é morrer pelo seu país, mas fazer o inimigo morrer pelo dele - George S. Patton. "
" Só os mortos conhecem o fim da guerra " - Platão
"Em tempos de paz, os filhos sepultam os pais; em tempo de guerra, os pais sepultam os filhos." - Herodes

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Junkers Ju 88



Tipo: Bombardeiro de mergulho, tático e pesado,
caça noturno e torpedeiro
Fabricante: Junkers
Primeiro voo: 21 Dezembro de 1936
Inicio do serviço: 1939
Retirado do serviço: 1951 ( França )
Primeiro usuário: Luftwaffe
Total produzido: cerca de 15.000
Variantes: Junkers Ju 188
Tripulação: 4
Comprimento: 14.36 m
Envergadura: 20.08 m
Altura: 5.07 m
Area das asas: 54.7 m²
Peso carregado: 8.550 kg
Peso máximo de decolagem: 14.000 kg
Motores: 2× motores Junkers Jumo 211J, refrigerado a liquido, V-12 invertido, com 1.401 cv cada
Velocidade máxima: 510 km/h a 5.300 m
Alcance: 2.430 km somente com combustivel interno
Altitude de serviço: 9.000 m com peso máximo
Armamentos: 1 metralhadora de 7.92 mm MG 81J com 1.000 cartuchos móvel na frente do avião , 2 metralhadoras de 7.92 mm MG 81J com 1.000 cartuchos cada móvel montado em cima da cabine e 1 metralhadora de 7.92 MG 81Z com 3.000 cartuchos montada abaixo da fuselagem com mira para trás. Cerca de 3.600 kg de bombas internas e externas ou 2 torpedos



O Ju 88 foi um dos aviões mais versáteis da Segunda Guerra Mundial, convertido originalmente de um avião de passageiros civil, foi usado praticamente em todo tipo de combate. Em todas suas versões foi capaz de atender a todo tipo de serviço que incluia bombardeiro de mergulho, bombardeiro convencional, caça noturno, interceptador diurno, reconhecimento fotográfico, destróier de tanques e até mesmo avião não tripulado.
A produção do Ju 88 foi dividida entre um grande número de sub-contratados diferentes incluindo a Arado, Dornier, Heinkel, Henschel e Volkswagen. Durante bombardeiros de mergulho o piloto mirava, em um ângulo de 60°, já no bombardeio convencional o copiloto usava a mira do nariz, o engenheiro de voo, que sentava atrás do piloto, manejava as metralhadoras superiores da traseira.
O Ju 88 entrou em combate pela primeira vez em setembro de 1939 contra as forças navais britânicas, quase 5.000 Ju 88 foram preparados para a invasão da Rússia em junho de 1941.
A grande autonomia deste avião tornou possivel longas noites de patrulha sobre a Inglaterra e África do Norte. Mais tarde usado como caça-bombardeiro, foi instalado no Ju 88 um conjunto de canhões que podia atirar em um ângulo de 60°. Possuia um radar de curto alcance Lichtenstein para detectar bombardeiros aliados a noite. Usado como caça noturno foi responsável por abater um grande número de bombardeiros da RAF. Isto foi conseguido com o retorno de sinal de aviso radar cauda da RAF, os caças noturnos seguiam o sinal para atacar a parte inferior totalmente desprotegida dos Lancaster. Novos projetos depois de 1943 aumentaram a velocidade máxima para mais de 644 km/h. Durante seu serviço de 1939 a 1945, foram produzidos cerca de 10.000 Ju 88, em 10 variantes com 104 protótipos.
Operadores do Ju 88: Bulgária, Finlândia Junkers Ju 88 A-4, França operava um Ju 88 capturado em Toulouse, Hungria, Itália, Romênia, RAF um Junkers Ju 88 capturado, União Soviética um Ju 88 capturado e Espanha cerca de 15 aeronaves.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Mikoyan-Gurevich MiG-21 "Bis"

Tipo: Caça
Fabricante: Mikoyan-Gurevich OKB
Primeiro voo: 14 Fevereiro de 1955
Inicio do serviço: 1959 (MiG-21F)
Retirado do serviço: 1990 (na Russia)
Status: ainda em uso em alguns países
Primeiros usuários: União Soviética, Romênia e Vietnã
Producão: de 1959 a 1985
Total produzido: cerca de 11.496 (10,645 na União Soviética, 194 na Tchecoslováquia e 657 na India)
Variantes: Chengdu J-7
Tripulação: 1
Comprimento: 15.0 m
Envergadura: 7.15 m
Altura: 4.12 m
Area das asas: 23.0
Peso vazio: 5.339 kg
Peso máximo: 8.725 kg
Motor: 1 × turbina Tumanskiy R25-300, 4.100 kg de empuxo sem pós combustão e 7100 kg de empuxo com pós combustão
Velocidade máxima: 2.350 km/h
Alcance: somente com combustivel 1.210 km
Altitude de serviço: 17.800 m
Razão de subida: 225 m/s
Armamentos: 1 canhão GSh-23 interno de 23 mm, 2 misseis K-13A (R-3R) ou 4 misseis Molniya R-60 AAM, 2 bombas de 500 kg cada

O Mikoyan-Gurevich MiG-21 chamado de "Fishbed" pela OTAN entre outros nomes códigos, é caça supersônico, projetado pela Mikoyan-Gurevich da então União Soviética. Apelidado de "lápis" pelos pilotos poloneses devido à forma de sua fuselagem. As primeiras versões são consideradas de segunda geração, já as mais atuais de terceira geração. Por volta de 50 países em quatro continentes voaram com o MiG-21, e ainda está em uso em diversos países. É o caça mais produzido na história da aviação e o avião de combate mais produzido desde a Guerra da Coréia, e sendo o avião de combate com o maior tempo de produção de 1959 a 1985.
Na Força Aérea Indiana (IAF) estima-se que de 1993 a 2002 houveram cerca de 283 acidentes com a morte de 100 pilotos, a IAF perdeu pelo menos 116 aeronaves por diversos defeitos, já em combate perderam cerca de 81 aeronaves desde 1990.
Durante a Guerra do Vietnã o Mig-21 foi muito usado contra os Estados Unidos, segue as perdas de ambos os lados, somente aviões abatidos pelo Mig-21:
1966: 6 MiG-21 perdidos contra 7 F-4 Phantom e 11 F-105 Thunderchiefs
1967: 21 MiG-21 perdidos conytra 17 F-105 Thunderchiefs, 11 F-4 Phantom, 2 RF-101 Voodoos, 1 A-4 Skyhawk, 1 F-8 Crusader, 1 EB-66 Destroyer e outras três aeronaves não identificadas.
1968: 9 MiG-21 perdidos contra 17 aeronaves americanas.
1969: 3 MiG-21 perdidos contra 1 UAV Firebee.
1970: 2 MiG-21 perdidos contra 1 F-4 Phantom e 1 CH-53 Sea Stallion.
1972: 51 MiG-21s perdidos contra 53 aeronaves perdidas pelos Estados Unidos incluindo 2 B-52 Stratofortress. Sendo que a Força Aérea Norte Vietnamita em 1972 perdeu 34 MiG-21, 9 MiG-17 e 9 MiG-19.
O Mig 21 foi usado em muitas guerras, como a da India-Paquistão, Guerra de Kargil, Guerra do Vietnã, Conflito Arábe-Israel, Líbia e Egito, Guerra Civil Angolana e na Primeira e Segunda Guerra do Congo.
Houve programas de modernização dos Mig-21, a Rússia oferece um pacote de melhoramento mudando os modelos antigos do MiG-21 para o padrão MiG-21-93, que inclui melhor aviônica, instalação do radar de Kopyo pulso-doppler, versão menor do radar de N010 Zhuk usado pelo MiG-29, que permite o uso de armas modernas tais como o míssil Vympel R-77 um missel de alcance além do campo visual, sua nova aviônica permite seguir vários inimigos ao mesmo tempo. Outro melhoramento inclue a instalação de uma dupla tela HUD, com designador de alvo montado no capacete e de sistemas de controle de voo avançados. Além de programas como o MiG-21-2000 versão de exportação, fabricado pela Israel Aerospace Industries, MiG-21 LanceR versão proposta pela Elbit de Israel e a Aerostar SA da Romênia para a Força Aérea Romena, o programa IAF MiG-21 Bison proposto para a India e exportação, com iniciativa da Rússia, permite a cooperação entre caças Indianos Mig-21 e Americanos F-15 e F-16 durante exercicios aéreos entre India-Estados Unidos e o com novo motor Klimov RD-33, versão está do Mig-21 que em simulação provou ser melhor em dogfight do que o F-16.

domingo, 18 de abril de 2010

Northrop P-61 Black Widow

Tipo: Caça noturno
País de origem: Estados Unidos
Fabricante: Northrop
Primeiro voo: 26 de maio de 1942
Inicio do serviço: 1944
Retirado do serviço: 1952
Primeiros usuários: Exécito Americano e Força Aérea Americana
Total produzido: 742
Custo unitário: US$ 190.000
Variantes: F-15 Reporter
Tripulação: 2 a 3 (piloto, operado de radar e artilheiro opcional)
Comprimento: 15.11 m
Envergadura: 20.12 m
Altura: 4.47 m
Area das asa: 61.53 m²
Peso vazio: 10,637 kg
Peso carregado: 13,471 kg
Peso máximo de decolagem: 16,420 kg
Motores: 2× Pratt & Whitney R-2800-65W Double Wasp, motor radial, 2.250 cv cada
Diâmetro das hélices: 3.72 m
Capacidade de combustível: interna 2.423 litros e um tanque sob a fuselagem de 625 litros ou 1.173 litros em dois tanques sob as asas
Velocidade máxima: 589 km/h a 6.095 m
Alcance de combate: 982 km
Alcance máximo: 3.060 km com quatro tanques externos
Altitude de serviço: 10,600 m
Razão de subida: 12.9 m/s - alcançava sua altitude operacional a 6.100 m em 12 minutos
Armamentos: 4 metralhadoras de 20 mm Hispano M2 sob a fuselagem, com 200 cartuchos cada, 4 metraladoras .50 de 12.7 mm M2 Browning em uma torreta controlada pelo artilheiro sobre a fuselagem, com 560 cartuchos cada, podendo transportar quatro bombas de 726 kg cada, ou uma única bomba de 1.000 kg sob a fuselagem ou seis foguetes de 127mm com ogivas de 21kg que podia destruir tanques, trens e grandes depósitos,
Aviônicos: um radar de busca SCR-720 (AI Mk.X) e um radar de alerta de ataque traseiro SCR-695
O P-61 Black Widow da Northrop foi o primeiro avião militar operacional dos Estados Unidos projetado especificamente para uso com radares, de construção metálica e bimotor. Sendo utilizado na Europa, Pacífico e Mediterrâneo em missões noturnas pela Força Aérea e Exército Americano durante a Segunda Guerra Mundial, substituindo aviões britânicos neste tipo de tarefa, devido a seu novo radar. O P-61 foi modificado e designado F-15 Reporter para missões de reconhecimento, sendo o último avião a pistão de foto reconhecimento do mundo, projetado e produzido para a Força Aérea Americana.
O P-61 possuia um radar modelo SCR-720A montado com um transmissor de rádio instalado no nariz do avião, com capacidade de intercepção aérea, tendo uma alcance de até 8 quilometros. O operador de radar do P-61 seguia o alvo através do radar e dirigia o piloto até o alvo, uma vez próximo do alvo o piloto utiliza em seu painel um instrumento que era possivel seguir e engajar no alvo, pronto para abate-lo.
Acredita-se que o último avião inimigo abatido antes da rendição japonesa, tenha sido atingido por um P-61B-2 do 548th, era um avião japônes Nakajima Ki-44 "Tojo" em 14 Agosto de 1945 embora acredita-se que o Ki-44 " Tojo" ao perceber o P-61 tentou uma série de manobras evasivas que terminaram com a colisão com o mar, ficando os pilotos americanos sem o crédito dessa vitória.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sikorsky MH-53 Pave Low - Super Jolly Green Giant

Tipo: Transporte pesado e resgate
Fabricante: Sikorsky Aircraft
Retirado de serviço: 30 de Setembro de 2008
Usuário: Força Aérea Americana
Total produzido: 72
Custo unitário: U$ 40 milhões / versão J
Desenvolvido a partir: CH-53 Sea Stallion
Versão: MH-53 J
Tripulação: 6 (dois pilotos, dois engenheiros de voo e dois artilheiros)
Capacidade: de 37 a 55 soldados
Comprimento: 28 m
Diâmetro do rotor: 21,9 m
Altura: 7,6 m
Peso vazio: 14.515 kg
Peso máximo de decolagem: 21,000 kg
Motores: 2× turbinas T64-GE-100 com 3.230 kW de potência cada
Sistema do rotor: 6 pás
Velocidade máxima: 315 km/h
Velocidade de cruzeiro: 278 km/h
Alcance: 1.100 km podendo aumentar com reabastecimento em voo
Altitude de serviço: 4.900 m
Armamento: 3 metralhadoras 7.62 mm ou .50 de 12.7 mm montados nas laterias e rampa


O Sikorsky MH-53 Pave Low é um helicoptéro de busca e salvamento de longo alcance a serviço da Força Aérea Americana. Desenvolvido a partir do HH-53B/C Sea Stallion e do HH-53 Super Jolly Green Giant que substituiria o HH-3 Jolly Green Giant, a frota de MH-53J/M foi aposentada em setembro de 2008 sendo substituido pelo CV-22B Osprey. A Força Aérea Americana requisitou as versões B e C de busca e salvamento e desenvolveu a versão J para missões especiais. A missão principal do Pave Low era a de penetração a baixa altitude, longo alcance, de dia ou a noite, em qualquer tempo, para a infiltração, extração e o reabastecimento de tropas em operações especiais. Em suas missões o MH-53 trabalha frequentemente com o MC-130H para a navegação, comunicações e a sustentação de combate, com o apoio de MC-130P para o reabastecimento em voo. Sua versão anterior o H-3 Jolly Green Giant foi usado na guerra de Vietnã para operações de combate e busca e salvamento. A seguir suas várias versãos: o TH-53A - versão de treinamento da USAF, o HH-53B - busca e salvamento da USAF, o
CH-53C - versão de transporte pesado para a USAF 22 construidos, o HH-53C - "Super Jolly Green Giant", o S-65C-2 (S-65o) - versão de exportação para a Austria e Israel, o S-65-C3 - versão exportação para Israel, o YHH-53H - prototipo Pave Low I, o HH-53H - Pave Low II de infiltração noturna, tambem houve as versãoes a partir do H-53 o CH-53 Sea Stallion e CH-53E Super Stallion. Em 1966, a USAF o HH-53B, ficou caracterizado pelo tubo de reabastecimento retrátil do lado direito do nariz, tinha tanques externos com capacidade de 2.461 litros, um guancho na porta direita com um cabo de aço capaz de descer 76 m dentro da selva. Já o armamento era de três metralhadoras General Electric GAU-2/A de 7.62 mm. Com um radar de navegação Doppler na barriga. A tripulação era composta por um piloto, um co piloto, um chefe de grupo e dois artilheiros, executou missões de resgate e salvamento aeroespacial das capsulas e satélites após a reentrada, missões secretas e foto reconhecimento. A versão HH-53C dispensou os tanques auxiliares já que na versão B ficou comprovado que o tanque original de 1.703 litros era suficiente, outra mudança incluia melhor armadura e comunicação via rádio tanto com os C-130 de reabastecimento, aviões de ataque que apoiavam as missões de resgate e tripulações esperavam o salvamento em terra. Durante a guerra do Vietnã forma perdidos 17 HH-53 sendo 14 perdidos em combate, um abatido por um MiG-21 em 28 janeiro de 1970 em uma missão de resgate sobre o Laos e outros três em acidentes, ficando em serviço até o fim dos anos 80.O MH-53J Pave Low III é o maior e mais poderoso helicóptero de transporte da Força Aérea Americana, possui radar de acompanhamento do terreno, sensor infravermelho, sistema de navegação GPS, radar de terreno podendo voar a baixa altitude e evitar obstáculos em qualquer condição de tempo, por exemplo, a noite e com chuva. A missão principal do MH-53J é o embarque e desembarque de tropas especiais atrás das linhas inimigas. Igualmente pode acoplar na busca e nas missões de resgate do combate. Pode transportar 38 soldados e uma carga de 9.000 kg em seu gancho externo. Alcança uma velocidade de 266 km/h a uma altitude de 4.900 m. A última missão do MH-53 Pave Low foi em 27 de setembro de 2008, quando os ultimos seis helicópteros voaram em uma missão de combate com forças especiais no Iraque.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Raduga Kh-22 nome código na Otan AS-4 'Kitchen'

Tipo: Missel ar-superficie
Fabricante: Raduga
País de origem: Rússia
Tempo de uso: 1962 a 2007
Usuários: Rússia e Iraque
Peso: 5,820 kg
Comprimento: 11.65 m
Envergadura: 3.00 m
Diâmetro: 1.81 m
Ogiva: 900 kg explosivo ou nuclear de 350 a 1000 kT
Motor: foguete com combustível líquido
Propulsor: Hydrazine e IRFNA
Alcance operaional: 400 km
Velocidade: 2700 a 3000 km/h
Sistema de guiagem: radar ativo ou passivo com infravermelho
Plataforma de lançamento: aviões Tu-22M, Тu-22К e Тu-95К22

Este missel foi destinado para a destruição de alvos no mar ou alvos fixos em terra como pontes, represas e usinas elétricas. Seu desenvolvimento começou em 1958, os testes foram realizados no começo de 1962. O missel foi introduzido no inventário russo no fim dos anos 60. Os aviões Tu-22K, Tu-22M2/M3 e TU-95K-22 foram armados com o missel Kh-22 impulsinado por um propulsor R-201-300, o peso de lançamento do missel era de 5900 kg e o da ogiva era de 1000 kg, podendo atingir um alvo a 400 km. O míssil Kh-22 tinha três variações a Kh-22N com uma ogiva nuclear com orientação inércial, a Kh-22M com uma carga convencional para uso contra navios e com o uso de um radar ativo durante o estágio final de vôo e a versão Kh-22MP para uso contra radares da defesa aérea inimiga. Durante os testes experimentais entre 1995 e 1996 a versão Kh-22B tinha alcançado uma velocidade Mach 6 e uma altitude de aproximadamente 70 km.
Os primeiros kh-22 estavam em serviço no ano de 1962, a principal plataforma de lançamento é o Tu-22M ' Backfire',o Тu-22К ' Blinder-B' e o Tupolev Tu-95К22 ' Bear-G'.
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Beriev Be-12 Chayka nome código da Otan "Mail"

Tipo: Hidroavião de patrulha maritima e anti-submarina
Fabricante: Beriev
Primeiro voo: Outubro de 1960
Inicio do serviço: 1964
Status: ainda operacional em alguns paises
Primeiro usuario: Aviação naval soviética
Total produzido: 143
Desenvolvido a partir: Beriev Be-6
Tripulação: Quatro
Comprimento: 30.11 m
Envergadura: 29.84 m
Altura: 7.94 m
Aréa das asas: 99.0 m²
Peso vazio: 24,000 kg
Peso carregado: 29,500 kg
Peso maximo de decolagem: 36,000 kg
Motor: 2× Ivchenko Progress AI-20D turbo propulssores, de 3,864 kW (5,180 hp) cada
Velocidade máxima: 530 km/h
Alcance: 3,300 km
Altitude de serviço: 8,000 m
Armamento: 1,500 kg em pontos externos que incluem bombas, cargas de profundidade e torpedos

Quando o Be-12 foi descoberto pelos ocidentais no inicio dos anos 60, muitos pensaram que sua concepção estava ultrapassada, sendo que ao mesmo tempo era moderno e apresentava desempenho elevado nas missões de patrulha maritima e anti-submarina. Entre 1964 e 1983 conquistou 44 recordes mundiais na sua categoria. Os primeiros protótipos voaram a partir de 1960 mas a fabricação começou em 1964. Cerca de 70 dos 143 aparelhos construidos ainda estão em atividade na frota do norte da Rússia, além de unidades da Ucrânia que tomaram lugar da frota soviética no Mar Negro. As missões de patrulha e anti-submarina foram confiadas aos Tu-142 e IL-38 baseados em terra. A função do Be-12 atualmente é a de busca e salvamento, proteção as operações de pesca e alguns a combate de incêndios florestais, devido ao surgimento de novos mísseis que poderiam ser lançados de submarinos Americanos, a grandes distâncias. Durante o desenvolvimento do Beriev Be-200 equipado para a luta contra incêndios, foi usado um Be-12P especialmente modificado como protótipo, de acordo com dados fornecidos em 1993, a Marinha Russa tinha 55 aviões em serviço. Em 2005 havia apenas 12 e em 2008 havia somente 9 aviões ainda em serviço. Acredita-se que haja aviões ainda em uso na Força Aérea da Siria, Aviação Naval da Ucrânia e Força Aérea Popular do Vietnã.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

OV-10 Bronco North American Rockwell

Tipo: Aeronave de ataque leve e observação
Fabricante: North American & Rockwell
Primeiro voo: 16 de Julho de 1965
Inicio do serviço: Outubro de 1969
Primeiros usuários: Fuzileiros dos Estados Unidos, Força Aérea Americana, Marinha Americana e Força Aérea da Filipinas
Custo unitário: U$ 480.000 ( em 1965 )
Aeronaves em operação: Colômbia 7 em serviço, Líbano 1 em serviço aguardando entregua de mais 9, Filipinas 14 em serviço e Venezuela 7 em serviço mas que serão substuituidos por helicopteros de ataque Mil Mi-28.
Dados da versão OV-10/D
Tripulação: 2
Comprimento: 13.41 m
Envergadura: 12.19 m
Altura: 4.62 m
Comprimento do leme horizontal: 4.45 m
Superficie alar: 27.03 m²
Peso vazioEmpty weight: 3.127 kg
Peso carregado: 4.494 kg
Peso máximo de decolagem: 6.552 kg
Motores: 2× turbo propulsores Garrett T76-G-420/421, com 1.040 hp (775.5 kW) de potêcia cada
Velocidade máxima: 463 km/h
Alcance: 2.224 km
Altitude de serviço: 9.159 m
Armamento: 1 canhão M197 de 20 mm ou 4 metralhadoras M60C 7.62 mm com 500 cartuchos, com 3 pilones sob a fuselagem e 2 sob as asas, bombas de 227 kg ou maiores, 7 ou 19 foguetes 2.75" FFARs/2.75" WAFARs em lançadores ou ainda 2 misseis AIM-9 Sidewinder somente nos pilones das asas

O OV-10 é um avião de ataque leve e observação. Foi desenvolvido nos anos 60 como um avião de combate anti-guerrilha e missões de controle aéreo. Pode carregar até 3.000 kg de munições externas e com uma autonomia de cerca de 3 horas.
O conceito do OV-10 era de um avião de apoio aéreo simples, para apoiar operações terrestres, pois, o Exécito americano ainda experimentava helicopteros para tal função, o OV-10 deveria usar bases sem infra estrutura e utilizar estradas como pista de decolagem.
Já o armamento e combustivel utilizado no OV-10 era o mesmo usado pelas forças em terra dessa maneira poderia ser abastecido e equipado em terra pelos proprios soldados, tendo em vista que este avião precisa de pouco espaço para pouso e decolagem podendo ficar próximo as tropas em terra e ganhou o apelido de avião terra-móvel. O OV-10 executou missões de observação, controle aéreo, escolta de helicópteros, reconhecimento armado, transporte aéreo, ataque limitado ao solo e testado em missões de reconhecimento radiológico aéreo, observação aerotática, marca de artilharia, tiro naval, controle de operações aéreas e fotografia aérea em baixa altitude. Foi usado durante a Guerra do Vietnã um total de 81 OV-10 Broncos foram perdidos durante a Guerra do Vietnã, sendo 64 pela Força Aérea, 7 pela Marinha e 10 pelo Corpo de Fuzileiros Americanos.
Em 1991, os Estados Unidos forneceu a Colômbia 12 aviões OV-10A, mais tarde três modelos foram adquiridos para reposição de peças. Um avião foi perdido em combate, os OV-10As restantes foram modernizados para o modelo D. A Indonésia comprou 12 aviões OV-10F e operam em missões anti-guerrilha, adaptaram metralhadoras .50 (12.7 mm) no lugar das .30 (7.62 mm). A Tailândia comprou 32 aviões novos de OV-10C no anos 70, ficaram operacionais até a entrada dos F-5Es. Em 2004, a maioria do OV-10s foi doado as Filipinas. Dois OV-10 estão em museus nas cidades de Chiang Mai e Bangkok. As Filipinas receberam um total de 24 OV-10A dos Estados Unidos no começo dos anos 90 e 4 aviões recebidos da Tailândia em 2004, usados em operações sobre a selva, os primeiros dois pilotos de combate mulheres voaram nos OV-10 em missões antiterroristas . Houve modificações recentes nos OV-1o que incluiram melhoramentos no motor e um hélice de quatro pás, controles e sensores de vôo. A Venezuela operou modelos OV-10E e OV-10A, em 27 de novembro de 1992, os aviões foram utilizados durante uma tenativa de golpe militar contra o presidente Carlos Andrés Pérez, edificios da Policia e a sede do Governo em Caracas foram atacadas com bombas e foguetes, sendo que quatro Broncos foram abatidos, incluindo dois por F-16, houve a tentativa de aposentadar os OV-10 com a compra de aviões Super Tucanos da, mas a pressão do Governo dos Estados Unidos forçou Embraer a cancelar tal negociação, devido a incertezas no governo de Hugo Chavez, mas aos poucos a Força Aérea Venezuelana está substituindo os OV-10 por helicópteros de ataque russo Mil-Mi-28.
Já no uso civil o Departamento de Estado dos Estados Unidos opera modelos OV-10A e OV-10D no combate anti drogas nas América do Sul, baseados na cidade de Patrick na Florida. Já o Departamento da Gerência da Terra adquiriu sete OV-10A para o uso como aviões bombeiros, principalmente na ajuda a petroleiros durante a entrada em canais, os aviões são operados em suas configurações militares básicas, mas com seus assentos de ejeção incapacitados. Com a falta de peças devido a idade a frota foi aposentada em 1999. O Governo da Califórnia adquiriu aviões OV-10A, incluindo 6 aviões desativado pelo Departamento de Gerência da Terra e 13 aviões do Corpo dos Marines, em 1993 para substituir seus O-2 Cessna Skymaster bombeiros. Os Broncos bombeiros voam em duplas, um piloto atacando o fogo e outro coordenando a missão. Ficando assim responsável por combates a incêndios e coordenação de petroleiros durante a entrada em canais um tipo de serviço existente nos Estados Unidos.
A Boeing estuda a construção de uma versão modernizada e melhorada do Bronco OV-10, chamada de OV-10X , para atender uma possivel exigência da Força Aérea por avião de ataque leve. De acordo com o Pentagono o plano manteria muito de seu projeto original dos anos 60 mas haveria modernizações que incluem uma cabine de vidro computarizada, sensores e uma capacidade de uso de bombas inteligentes, a Boeing indica que o interesse internacional em reiniciar a produção está crescendo, para competir com outros aviões de ataque leve tais como o Texan T-6B II, A-67 Dragon e o EMB-314 Super Tucano.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Hawker Typhoon

Tipo: Caça bombardeiro monoplace
Fabricante: Hawker Aircraft/Gloster
Primeiro voo: 24 de Fevereiro de 1940
Inicio do serviço: 1941
Retirado de serviço: 1946
Primeiros usuários: Real Força Aérea e Força Aérea Canadense
Total produzido: 3.330
Variantes: Hawker Tornado, Hawker Tempest e Hawker Sea Fury
Tripulação: um
Comprimento: 9.73 m
Envergadura: 12.67 m
Altura: 4.66 m
Superficie alar: 29.6 m²
Peso vazio: 4.010 kg
Peso carregado: 5.170 kg
Peso máximo de decolagem: 6.010 kg
Capacidade extra de combustivel: 2 tanques de 205 l ou 2 tanques de 409 l
Motor: 1 motor em linha Napier Sabre IIA com 24 cilindros em H, de 1.626 kW de potência, refrigerado a água, foi desenvolvido versões IIB com 1.640 kW e IIC com 1.685 kW cada
Velocidade máxima: 663 km/h a 5.485 m de altitude
Velocidade de stol: 142 km/h
Alcance: 821 km
Altitude de serviço: 10.729 m
Razão de subida: 13.59 m/s
Armamento: 4 canhões Hispano Mk II de 20 mm, 8 foguetes RP-3 ar-superficie não guiados e 2 bombas de 227 kg ou 2 bombas de 454 kg

O Typhoon foi um caça bombardeiro monoplace, produzido pela Hawker Aircraft. O typhoon foi projetado para ser um interceptor de média altitude, diversos problemas foram encontrados em seu projeto, mas sua grande velocidade possibilitou muitas vitórias contra os bombardeiros. Entretanto em 1941 a Luftwaffe trouxe o formidável Focke-Wulf Fw 190, naquele momento o único avião disponivel no inventário da RAF capaz de combater o Fw 190 em baixas altitudes era o Typhoon iniciando seu novo papel de interceptor a baixa altitude, mais tarde estabeleceu-se com interceptador noturno e de longo alcance. No final de 1942 o Typhoon foi equipado com bombas, e em 1943 foi adicionado foguetes para ataque ao solo. Usando estas duas armas o Typhoon tornou-se o segundo melhor caça do mundo em ataque ao solo.
Em 1943 foi feito uma adaptação para que o Typhoon carregasse dois tanques cilíndricos de 205 l, aumentando o seu alcance de 911 km para até 1.754 km. Algumas unidades conseguiram um sucesso notável em operações de combate aéreo e de ataque ao solo usando os Typhoon de longo alcance. Em junho de 1943 o Typhoon inicio o uso de trilhos sob as asas para o lançamento de 8 foguetes RP-3 com quatro em cada asa, demostrando ser uma plataforma muito estável, mais tarde em 1944 foram feitas tentativas para dobrar sua potência de fogo, permitindo o Typhoon carregar 16 foguetes, mas por segurança voavam com apenas 12 foguetes, mas em missões longas transportavam dois tanques de combustivel e dois foguetes em cada asa.
Em 1941 a Hawker Aircraft ofereceu um caça embarcado P.1009 em resposta a solicitação da RAF o Typhoon deveria ter uma envergadura de 13.7m com asas dobráveis, uma fuselagem traseira mais longa e um gancho para uso da catapulta durante a decolagem de porta-aviões. Mas o projeto escolhido foi o Blackburn Firebrand MK IV.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Denel AH-2 Rooivalk

Tipo: Helicoptero de ataque
Fabricante: Denel Aerospace Systems
Primeiro voo: 1990
Inicio do serviço: 1999
Status: em serviço
Primeiro usuário: Força Aérea da Africa do Sul
Total produzido: 12
Custo unitário: U$40 milhões
Desenvolvido a partir: Aérospatiale Puma
Tripulação: 2 ( piloto e oficial do sistema de armas )
Comprimento: 18.73 m com o rotor, 16.39 m de fuselagem
Diâmetro do rotor: 15.58 m
Altura: 5.19 m
Peso vazio: 5.190 kg
Peso máximo de decolagem: 8.750 kg
Capacidade interna de combustivel: 1.469 kg
Motor: 2× turbinas Turbomeca Makila 1K2 , com 1,492 kW de potência cada
Velocidade máxima: 309 km/h
Alcance: 700 km em combate ou 1.130 km em velocidade de cruzeiro
Altitude máxima: 6.000 m
Razão de subida: 13.3 m/s
Armamento: 1 x canhão F2 de 20 mm com 700 cartuchos, 8 ou 16 misseis guiados anti tanque Mokopa ZT-6 de longo alcance, 4 misseis ar-ar MBDA Mistral, 36 ou 72 foguetes de 70 mm

O Denel AH-2 Rooivalk designado como CSH-2 é um helicóptero de ataque fabricado pela empresa de sistemas aeroespaciais Denel da África do Sul. A Força Aérea da Africa do Sul (SAAF) fez um pedido de 12 Rooivalk AH-2As, o primeiro helicoptero AH-2 foi incorporado em julho de 1999, pelo esquadrão Suid-Afrikaanse Lugmag n° 16, que fica baseado na cidade de Bloemspruit.
O projeto do Rooivalk começou em 1984 pela Corporação Atlas, sendo mais tarde substituido pela Denel. A Força Aérea Africana reconheceu a necessidade de um helicóptero de ataque, foi desenvolvido de uma fuselagem do Aérospatiale Alouette III, usando o motor e componentes aerodinâmicos, foi substituido a cabine do piloto que era de assentos lado a lado para o de tandem, adicionando um canhão de 20 mm no nariz e modificando a estrutura da cauda. O XH-1 voou em 3 de fevereiro de 1985, os resultados foram bons, o bastante para convencer a Força Aérea Sulafricana que o conceito era praticável, abrindo as portas para o desenvolvimento do AH-2 Rooivalk. Durante o desenvolvimento do AH-2 decidiu-se utilizar os componentes aerodinâmicos do Super Puma da Aérospatiale. O AH-2 possui um sistema de controle de tiro para aquisição de alvos e um sistema avançado de navegação usando o radar de Doppler e GPS. Juntamente com um sistema de contra medidas eletrônicas, chaff e flare para auto defesa, possui um rotor de cauda de estibordo com um leme horizontal, cortadores de fios acima e abaixo da cabine. O AH-2 Rooivalk pode realizar missões de reconhecimento, escolta, suporte aéreo, anti tanque e penetração no campo de batalha.
Em abril de 2005 somente seis dos 12 helicopteros estavam operacionais os demais necessitavam de modificações de software, que foram encerradas em junho de 2007, o atraso foi atribuido a falta de pessoal da empresa Denel e problemas financeiros. Uma aeronave foi danificada durante o pouso em 3 de agosto de 2005. Em 17 de maio de 2007, o grupo da empresa Denel anunciou a decisão de encerrar o desenvolvimento e financiamento do Rooivalk, o helicoptero que poderá substituir o Rooivalk é o Agusta A129 Mangusta. Em novembro de 2007, o ministro da defesa Mosiuoa Lekota anunciou no parlamento, que a SAAF irá investir US$ 137 milhões até 2010/2011, de modo a reativar o desenvolvimento do Rooivalk e torna-lo operacional para o uso em missões de paz em seu território.

sábado, 14 de novembro de 2009

Mil Mi-4 " Hound "

Tipo: Helicoptero de transporte e ataque
Fabricante: Mil Moscow Helicopter Plant
Primeiro voo: 3 de junho de 1952
Inicio do serviço: 1953
Status: ainda em serviço mais com uso limitado
Primeiro usuário: Força Aérea Soviética e Força Aérea Polonesa
Producão: 1951 a 1969
Total produzido : cerca de 4,500
Variantes: Harbin Z-5 fabricado sob licença na China
Tripulação: um ou dois pilotos
Capacidade: 16 soldados ou 1.600 kg de carga
Comprimento: 26.80 m
Diâmetro do rotor: 21.00 m
Altura: 4.40 m
Area total: 346.4 m² incluindo rotor
Peso vazio: 5.100 kg
Peso carregado: 7.150 kg
Peso máximo de decolagem: 7.550 kg
Motor: 1× Shvetsov ASh-82V motor radial com 1,250 kW (1,675 hp)
Velocidade máxima: 185 km/h
Alcance: 500 km
Altitude máxima: 5.500 m
Armamento: 2 pontos de cada lado para lançadores de foguetes

O helicóptero Mil Mi-4 (conhecido pela OTAN como " Hound") com aparição em 1952 foi projetado dentro da União Soviética como uma resposta direta ao helicóptero americano Chickasaw H-19 que apareceu no conflito coreano nos anos 50, mas o Mil Mi-4 foi considerado geralmente mais capaz quando comparado ao helicoptero americano. Em uso o Mil Mi-4 provou ser um sistema de transporte altamente adaptável e disponível quando da necessidade de estar totalmente armado, tendo usuários na em toda a Ásia, Oriente Médio e África. O Mil Mi-4 foi projetado para acomodar um ou dois pilotos, os assentos dos passageiros ficavam em uma plataforma mais baixa com o acesso através das portas laterais. Tinha toda a estrutura externa para prender e carregar desde metralhadoras, canhões até foguetes. Sua força vem de um único motor radial Shvetsov ASh-82V que possui 1.675 cavalos-força, mais tarde apareceram versões de transporte VIP, militar, civil e plataformas de ataque anti-navio. O Mil Mi-4 foi usado por pelo menos 30 países e ainda mantem um papel limitado em algumas forças aéreas até hoje em serviços públicos e de transporte, embora aposentado dos inventários russos a muito tempo.
O Mil Mi-4 saiu de serviço com o desenvolvimento do Mil Mi-8. O Mil Mi-4 teve um importante papel na Guerra de libertação de Bangladesh em 1971. Foi de grande importância para o exército Indiano em operações nos suburbios de Sylhet em 1957, sendo a primeira missão aerotransportada do exército indiano.
Mil Mi-4 FOTO 1,FOTO 2,FOTO 3,FOTO 4,FOTO 5,FOTO 6,FOTO 7

domingo, 8 de novembro de 2009

English Electric Canberra

Tipo: Bombardeiro
Fabricante: English Electric
Primeiro voo: 13 de Maio de 1949
Inicio do serviço: 25 de Maio de 1951
Retirado do serviço: 23 de Junho de 2006 (RAF)
Primeiros usuários: Real Força Aérea, Força Aérea Indiana, Força Aérea Peruana e Força Aérea Australiana
Produção: 901 (Reino Unido) 48 (Austrália)
Variantes: B-57 Canberra
Tripulação: 3
Comprimento: 19.96 m
Envergadura: 19.51 m
Altura: 4.77 m
Aréa das asas: 89.19 m²
Peso vazio: 9,820 kg
Peso carregado: 20,865 kg
Peso máximo de decolagem: 24,948 kg
Motores: 2× turbinas Rolls-Royce Avon R.A.7 Mk.109, 3.357 kg (36 kN) cada
Velocidade máxima: 933 km/h a 12.192 m
Alcance de combate: 1.300 km
Alcance máximo: 5.440 km
Altitude de serviço: 15.000 m
Razão de subida: 17 m/s
Armamento: 4 canhões de 20 mm Hispano Mk.V com 500 cartuchos/cada ou 2 pods de metralhadoras de 7.62 mm, 2 pods com 37 foguetes de 51 mm cada ou 2 pods de foguetes Matra com 18 foguetes SNEB de 68 mm cada, uma variedade de misseis podiam ser transportados, sendo o mais importante o missel ar-terra AS-30L usado apenas dois e cerca de 3.628 kg de bombas em suportes internos e dois pontos sob as asas. Normalmente usava em suportes internos cerca de 9 bombas de 227 kg cada ou 6 bombas de 454 kg cada ou 1 bomba de 1.814 kg), já sob as asas podiam transportar 4 bombas de 227 kg ou 2 bombas de 454 kg cada. Existia uma versão do Canberra que podia transpostar alguns tipos de armas nucleares táticas, a Mk 7, B28 (Mod 2 de 70 kilotons), Red Beard e a B57 nuclear bombs. Todas armas nucleares são transportadas internamente.
O Canberra é um bombardeiro fabricado em grande quantidade nos anos 50. Provou ser altamente adaptável, em variadas funções, tais como o reconhecimento tático, fotográfico, eletrônico e meteorológico, além de seu papel de bombardeiro. O Canberra permaneceu em serviço na Real Força Aérea até 23 de junho de 2006, 57 anos após seu primeiro voo. Podia voar em altitudes mais elevada do que qualquer bombardeiro dos anos 50 e batendo o recorde mundial de altitude atingindo 21.430m em 1957. O Canberra teve suas origens em uma exigência de 1944 para um sucessor do Havilland Mosquito, isto é, grande altitude, alta velocidade sem armamento defensivo, o projeto do Canberra foi desenvolvido nos moldes do Mosquito, com uma carga de bomba considerável, dois motores poderosos, menor arrasto aerodinâmico possível, não possuindo armamento defensivo afim de aumentar espaço e velocidade o Canberra foi projetado para voar rápido evitando assim o combate aéreo.
A USAF substituiu os B-26 Invader pelo Canberra fabricado sob licença pela Martin como B-57 Canberra em diversas versões. Foram fabricados cerca de 48 aviões para a Força Aérea Australiana. No Reino Unido, a demanda pelos Canberras excedeu a capacidade da English Electric e assim a Handley participou da fabricação sob a licença. A produção mundial de Canberras chegaram a um total de 1.352.
O Canberra B.2 começou seu serviço em janeiro de 1951, a produção do Canberra foi acelerada em consequência da Guerra da Coréia, no fim de 1952. Os Canberras provaram ser eficazmente imune a intercepção de caças, permaneceu em serviço na linha de frente ao longo dos anos 50, 60, 70 e continuou a servir como bombardeiro e avião de reconhecimento em alguns países nos anos 80 e 90. No Reino Unido, a versão de foto reconhecimento permaneceu em serviço até julho de 2006 para o reconhecimento estratégico e fotográfico, considerando o serviço na invasão de 2003 do Iraque e junho de 2006 no Afeganistão. Os únicos Canberras que permanecem em serviço é dois B-57 americanos operados pela NASA para a pesquisa da grandes altitudes. O Canberra fez parte de muitos conflitos, sendo empregado como bombardeiro pela RAF durante a crise de Suez, com cerca de 100 missões, fez voos de bombardeio e reconhecimento em Malta e em Chipre, um total de 278 surtidas, lançando 1.439 bombas de 450 kg. Alguns Canberras foram interceptados por MiGs-15 e MiGs-17, do Egito, antes do conflito Anglo/Francesa, mas não houveram perdas. Um único Canberra foi abatido durante a campanha de Suez por um Meteor Sírio em 6 de novembro de 1956, no último dia da guerra. O Canberra era a espinha dorsal da Força Aérea Indiana, foi usado primeiramente em 1962 pela IAF na África. Durante a guerra Indía-Paquistão nos anos 60 e 70, o Canberra foi usado por ambos os lados. O uso mais audacioso foi durante a "Invasão de Badin" durante a segunda guerra de Kashmir, quando a força aérea indiana usou o Canberra para bombardear uma estação de radar vital paquistanesa, sendo o ataque um sucesso, já em 1971 houve ataques aéreos importantes contra tanques de óleo de Karachi, em apoio a Marinha Indiana. Em 21 de maio de 1999, antes do começo da guerra de Kargil, o QG da Força Aérea Indiana usou um avião Canberra PR57 em uma missão fotográfica, onde foi atingido por um míssil Stinger FIM-92 no motor esquerdo e com somente um motor o piloto conseguiu retornar à base. O Canberra foi aposentado finalmente pela IAF após 50 anos de serviço em 11 de maio de 2007. Durante a Guerra do Vietnã, a Força Aérea Australiana testou o uso de bomboradeiros óticos, estes significaram que poderiam realizar missões de bombardeio em altitudes muito elevadas, frequentemente com surpresa total. Alguns bombardeiros e aviões de ataque mais modernos usaram táticas eletrônicas menos eficazes como bombardeio em mergulho, arriscando maiores perdas pelo fogo antiaéreo. A Força Aérea Sueca comprou dois Canberras da RAF em 1960 e modificou os aviões para a espionagem das transmissões de rádios militares soviéticas, polonesas e orientais até 1971 quando foram substituídos por dois Tp85 Caravelles. A Força Aérea Argentina 10 aeronaves no início dos anos 70, durante a Guerra das Malvinas em 1982, em 1 de maio a 14 junho, fizeram 54 manobras, 36 delas missões de bombardeio, 22 a noite contra tropas em terra, dois aviões foram abatidos, um por um Harrier da RAF usando o míssil AIM9L Sidewinder em 1 de maio de 1982, e outro avião foi abatido por um míssil que partiu do navio HMS Cardiff em 13 junho. A Força Aérea Peruana operou os Canberras em ataques com posições Equatorianas durante a Guerra de Cenepa em 1995. Em 6 de fevereiro de 1995, um Canberra Mk 68 desapareceu sobre a zona das operações, aparentemente colidiu contra uma montanha, devido ao mau tempo. A RAF usou o Canberra T4s de três assentos para instrução até setembro de 2005, já na sua função de foto reconhecimento foi usado até 23 de junho de 2006, seu último serviço foi de reconhecimento no Afeganistão.
CANBERRA FOTO 1,FOTO 2,FOTO 3,FOTO 4,FOTO 5,FOTO 6,FOTO 7,FOTO 8

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

AgustaWestland AW-101

Tipo: Anti submarino, transporte e utilitário
Fabricante: AgustaWestland
Primeiro voo: 9 de Outubro de 1987
Inicio do serviço: 2000
Status: em serviço
Primeiros usuários: Marinha Real, Marinha Italiana, Força Aérea Italiana, Força Aérea Portuguesa e o Brasil estuda a aquisição de um total de 50 helicópteros
Producão: inicio dos anos 90 até o momento
Variantes: CH-149 Cormorant, VH-71 Kestrel
Tripulação: 2 ou 3
Capacidade de passageiros: 40 soldados, 16 macas ou 5.000 kg de equipamento
Comprimento: 22.80 m
Diâmetro do rotor: 18.60 m
Altura: 6.65 m
Peso vazio: 10.500 kg
Carga útil: 5.443 kg
Peso máximo de decolagem: 15.600 kg
Motores: 3× Rolls-Royce Turbomeca RTM322-01 com 1,725 kW cada
Velocidade máxima: 278 km/h
Raio de alcance: 1.390 km ou 6h 5m
Teto de serviço: 3.444 m
Razão de subida: 5.7 m/s
Armamento: 5× metralhadoras de uso geral 12.7/7.62, misseis anti-navio, torpedos, cargas de profundidade, misseis ar-ar e misseis ar-terra
Aviônicos: 5 display coloridos no cockpit, 2 computadores para controle de missão, módulo de transferência de dados, controle multifuncional, controle automático digital de voo, sistema de monitoramento, sistema de aviso de perigo, suite de comunicação e navegação, sistema de anti colisão com o solo, mapa digital, radar meteriológico, dispersores de Chaff & flare e sistema infravermelho de direção e tiro.
O Agusta Westland AW101 (EH-101 até junho de 2007) é um helicóptero médio de uso militar e civil. O AW-101 foi desenvolvido entre as empresas Westland do Reino Unido e Agusta da Itália (conhecido agora como AgustaWestland), sendo construido nas fábricas da AgustaWestland em Yeovil, Inglaterra e em Vergiate na Itália. O nome Merlin é usado nas Forças Armadas Britânicas, Dinamarquesas e Portuguesas.O AW101 é uma plataforma multi-propósito do tipo médio/pesado com capacidade operacional para uso em terra e em ambientes marítimos. Tira proveito de um projeto moderno, baseado em um sistema comum de fuselagem e de núcleo, configurado para diversas tarefas marítimas e de serviço público. A grande cabine pode tranportar até 40 soldados em assentos de grande resistência ou 16 pacientes em macas. Três motores GE CT7-8E, com uma opção de cruzeiro com o uso de apenas dois motores para aumentar seu alcance ou conservação, fornecendo um desempenho incomparável em todos os ambientes. A agilidade, alcance e resistência, juntas com uma avançada suíte de aviônicas e de missões permitem os AW-101 cumprirem uma grande variedade de missões. Os papéis incluem o transporte de tropa, evacuação aeromédica, sustentação tática e anfíbia, combate, busca e salvamento, ajuda humanitária, guerra anti-submarina e anti-surperficie, medidas defensivas, busca de longo alcance (SAR), interdição marítima, fiscalização e controle de transporte aéreo.
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