" Criei um aparelho para unir a humanidade, não para destruí-la. " - Santos Dumont

" Um prisioneiro de guerra é um homem que tentou matá-lo, não conseguiu e agora implora para que você não o mate. " - Winston Churchill
" Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus - Albert Einstein
" O objetivo da guerra não é morrer pelo seu país, mas fazer o inimigo morrer pelo dele - George S. Patton. "
" Só os mortos conhecem o fim da guerra " - Platão
"Em tempos de paz, os filhos sepultam os pais; em tempo de guerra, os pais sepultam os filhos." - Herodes

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Dassault Mirage 2000

Tipo: Caça multi-propósito
Pais de origem: França
Fabricante: Dassault Aviation
Primeiro voo: 10 de Março de 1978 Inicio do serviço: Novembro de 1982 Primeiros usuários: França, India, Emirados Árabes e China
Total produzido: cerca de 601
Custo unitário: US$ 23 milhões Desenvovido a partir do: Mirage III Variantes: Mirage 2000N/2000D Tripulação: 1 ou 2 na versão de treinamento
Comprimento: 14.36 m
Envergadura: 9.13 m
Altura: 5.20 m
Area das asas: 41 m²
Peso vazio: 7.500 kg
Peso carregado: 13.800 kg
Peso máximo de decolagem: 17.000 kg
Motor: 1 turbina SNECMA M53-P2 com pós-combustão
Empuxo: 6.577 kg
Empuxo com pós-combustão: 9.706 kg
Velocidade máxima: 2.530 km/h em grandes altitudes e 1.110 km/h em baixas atitudes
Alcance: 1.550 km e 3.335 km com tanques auxiliares
Altitude de serviço: 17.060 m
Razão de subida: 285 m/s
Armamentos: 2 canhões de 30 mm DEFA 554 com 125 cartuchos cada, com um tota de pontos, 4 sob as asas, 5 sob a fuselagem, com capacidade para 6.300 kg, pode transportar pods com 18 foguetes Matra de 68 mm não-guiados cada, já a configuração com misseis ar-ar pode ser usados 6 misseis MBDA MICA IR/RF, 2 misseis Matra R550 Magic-II e 2 misseis Matra Super 530D, na configuração de misseis ar-superficie pode ser usado 2 misseis AM.39 Exocet, 2 misseis AS-30L guiado a laser e 1 missel nuclear de cruzeiro ASMP ou para missões de bombardeio 9 bombas Mk.82 de 227 kg.
Aviônicos: radar Thomson-CSF RDY (Radar Doppler Multi-alvos)

    O Dassault Mirage 2000 é um caça de quarta geração, multipropósito, monorreator, fabricado pela empresa Francesa Dassault Aviation. Foi projetada como um caça leve baseado no Mirage III no final dos anos 70, para a Força Aérea Francesa. Mostou grande sucesso em diversos tipos de missões, a versões incluem o Mirage 2000N, a 2000D e a 2000-5. Cerca de 600 aviões foram construidos e até 2009 estava em serviço em nove países. O seu ponto zero está na frente de seu centro de gravidade, dando ao caça estabilidade para melhorar a maneabilidade. Foi o primeiro avião de combate a incorporar a estabilidade negativa e controles fly-by-wire. Um freio a ar comprimido é montado acima e abaixo de cada asa semelhante ao do Mirage III.
    O Mirage 2000 tem opção de um gancho para uso em porta-aviões ou um pára-quedas pode ser instalado sob a cauda. Uma sonda removível para reabastecimento em voo, pode ser anexado a frente do cockpit, deslocando-se ligeiramente para a direita da fuselagem. O Dassault Mirage 2000C possui um sistema automático de controle de voo, proporcionando um alto grau de agilidade e fácil manuseio, com estabilidade e controles precisos em todas as situações. A fuselagem do Mirage 2000 pode suportar até 11 g (com um limite estrutural de 12 g), em vez dos 9 g indicados pelo fabricante. Os freios das rodas são feitos de carbono, oque permitiu a diminuição de seu tamanho graças a durabilidade do carbono. O Mirage 2000 possui cockpits monoposto ou biposto na versão de treinamento. O piloto controla a aeronave por meio de um manche no centro e o acelerador na mão esquerda, utiliza um assento ejetor tipo zero-zero (uma versão construida sob licença da empresa britânica Martin-Baker Mark 10). Ao contrário do F-16, o piloto se senta em posição convencional, sem ângulo para trás como no assento do F-16. O cockpit é pequeno e não possui formato de bolha. Apesar disso, a visibilidade do cockpit é muito boa.
    O Radar Thomson-CSF RDM multi-modo ou Dassault Electronique / Thomson-CSF RDI radar pulso-Doppler, cada um com um alcance de 100 km. Esta unidade foi uma evolução dos radares Cyrano, com unidades de processamento mais modernas e capacidades look-down/shoot-down. O alcance efetivo é de cerca de 60-70 km com recursos modestos contra alvos a baixa altitude. Algumas versões recentes de exportação do Mirage 2000 possui um Radar Doppler multi-alvos desenvolvido para o Mirage 2000-5. O Mirage 2000 é equipado com o receptor de alerta radar Thales Serval (RWR) com antenas nas pontas das asas e na parte superior do leme. A Dassault utilizava um sistema de dispersor Éclair sob a cauda, este ​​foi substituído por um par de dispensadores Matra Espiral, cada um montado nas extensões das asas, com uma capacidade total de 224 cartuchos. 
    O novo e poderoso motor turbojato SNECMA M53 com pós combustão, tem 6.350 kg de empuxo sem pós combustão e com pós combustão chega a 9.979 kg de empuxo. As entradas de ar estão equipados com um meio cone ajustável, que proporciona um choque de pressão, aumentando a eficiência do motor. Com uma capacidade interna de combustível de 3.978 litros no Mirage 2000C e E, e 3.904 litros no Mirage 2000B, N, D e S. Existem também a possibilidade de transporte de tanques extras de combustivel, sendo um central de 1.300 litros e mais dois, um em cada asa de 1.700 litros cada.
    O Mirage 2000-C da Força Aérea Francesa está equipado com dois canhões DEFA 554 de 30 mm com 125 cartuchos cada, com uma cadência de 1.800 tiros por minuto. Cada cartucho pesa 275 gramas e tem uma velocidade inicial de cerca de 800 metros por segundo.O Mirage 2000 pode transportar até 6.300 kg ou 7.000 kg na versão 9, em nove pontos, dois em cada asa e cinco sob a fuselagem. Sob as asa e transportado misseis ar-ar Super Matra 530 de médio alcance guiado por radar semi-ativo guiado e nas laterais das asas pode levar misseis ar-ar Matra Magic guiado por infravermelho de pequeno alcance. As versões de exportação do Mirage 2000 pode transportar o misseil AIM-9J/L/P Sidewinder. A partir da versão C os Mirages 2000 podem transportar o novo missel tático de pequeno e médio alcance MBDA MICA, com alcance de 500 m a 60 km em vez do missel Super 530D.
MIRAGE 2000-5

quarta-feira, 20 de abril de 2011

AIM-120 AMRAAM ou Missel Avançado Ar-Ar de Médio Alcance

Tipo: Missel de médio alcance ar-ar
Fabricante: Hughes/Raytheon
País de origem: Estados Unidos 
Inicio do serviço: setembro de 1991
Custo unitário: cerca de U$ 400.000 para versão 120C e U$ 700.000 para versão 120D
Versões: AIM-120A, AIM-120B, AIM-120C, AIM-120C-4/5/6/7, AIM-120D
 Peso: 152 kg
Comprimento: 3.7 m
Envergadura: 53.0 cm
Diâmetro: 18.0 cm
Ogiva: 23 kg de explosivo de alta fragmentação
Detonação: mecanimso ativado por radar, detonador de aproximação
Motor: Motor de foguete de alta performance dirigido
Alcance: AIM-120A de 50 a 70 km, AIM-120C 48 km, AIM-120D 72 km
Velocida máxima: 4.939 km/h
Orientação: Radar ativo, do tipo dispara e esqueça 
Aeronaves que podem transportar o AIM-120 AMRAAM: AV-8B+ Harrier II, BAE Sea Harrier, Eurofighter Typhoon, F-15E Strike Eagle, F-16 Fighting Falcon, F/A-18E/F Super Hornet, F-22 Raptor,
F-5S/T, Panavia Tornado ADV, JA 37 Viggen, Saab JAS 39 Gripen
Sistema de lançamento terrestre: AIM-120A (Lançador Hawk)
Sistema de lançamento móvel: AIM-120A (Lançador HUMRAAM)

   O AIM-120 AMRAAM é um míssil ar-ar do tipo dispara e esqueça, devido ao seu radar ativo, o AIM -120 substituiu o AIM-7 Sparrow como míssel de interceptação padrão.
No final dos anos 70, os militares americanos decidiram que precisavam de um míssel de médio alcance ar-ar com verdadeira capacidade dispare-e-esqueça. No caso do AIM-7 Sparrow a orientação era feita por um semi ativo, ou seja, precisava do radar da aeronave para iluminar o alvo até o impacto, o que fazia com que a aeronave não tivesse a capacidade de engajar vários alvos simultaneamente. Em fevereiro de 1979, a Hughes e Raytheon foram selecionados como finalistas para o AIM-120A AMRAAM e em dezembro de 1981 a Hughes foi declarada vencedora. Em fevereiro de 1984, o primeiro missel AIM-120A foi lançado de um F-16. Por uma série de problemas técnicos e políticos, somente em outubro de 1988 foi iniciado a produção do AIM-120, mas demorou até setembro de 1991, para que fosse considerado com operacional.
   O AIM-120A é alimentado por um motor de foguete de combustível sólido, antes do lançamento o controle de orientação do missel é ativado, através do radar da aeronave que engaja o alvo e o envia até o impacto, o piloto automático do missel pode receber atualizações no meio do voo, através de um link de dados. A seção de controle do míssil em voo é feito atraves de alhetas móveis. Assim que o AMRAAM se aproxima do alvo é ativado seu buscador de radar ativo, com isso os 23 kg da ogiva de fragmentação é detonada por um sistema "inteligente" que pode usar espoleta de proximidade ou uma espoleta de impacto. O alcance do AIM-120A, pode variar de acordo, com os parâmetros de queima e dados de desempenho, seu alcance pode variar de 50 km a 70 km, já a distância minima para o disparo contra uma alvo é de 2 km.
Embora alguns AIM-120As foram destacados para o Golfo, durante a Operação Tempestade no Deserto no início de 1991, oficialmente não foi usado. O uso em combate do AIM-120A ocorreu em dezembro de 1992, quando um F-16C abateu um MiG-25 iraquiano durante a Operação Southern Watch.
A versão AIM-120B, foi entregue no final de 1994, tem um novo sistema de orientação, software em módulos reprogramáveis, um novo processador digital e outras atualizações de eletrônica.
    A versão AIM-120C, foi entregue em 1996, a principal novidade são as asas e alhetas menores, embora esse recurso foi introduzido para permitir o transporte no compartimento interno de armas do F/A-22 Raptor. Mais de 12.000 misseis AIM-120 de todas as versões foram construídas até agora, incluindo uma quantidade significativa de clientes fora dos Estados Unidos. O AMRAAM pode ser utilizado por todos os caças atuais dos EUA, por lançadores terrestres fixos e móveis.
    O míssil AIM-120 é usado pela Noruega, em um lançador terrestre de seis tubos, chamado de NASAMS tornando-se operacional em 1995. Tambem em 1995, o Exército Americano avaliou o uso de lançadores de AMRAAM em veiculos Hammer, e em abril de 2001 a Raytheon recebeu um contrato de desenvolvimento e pré-produção para o USMC, mas foi cancelado em 2006.
    O Exército utiliza este sistema desde 2008, ele substituiu alguns sistemas de defesa aérea do Exército, que usavam os misseis FIM-92 Stinger.
FOTOS DO AIM-120: Lançador Terrestre, Lançador Móvel, Lançador Aéreo, Sistema de Guiagem.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Mil Mi-28 " Night Havoc "

Tipo: Helicóptero de ataque  
Fabricante: Mil Moscow Helicopter
Primeiro voo: Janeiro de 1988
Inicio do serviço:  2006 (Russia)
Status: em serviço e entregas
Primeiros usuário: Força Aérea Russa e Força Aérea Venezuelana 
Total produzido: cerca de 43 unidades
Custo por unidade: € 12 milhões de euros
Tripulação: 1 piloto (atrás) e 1 navegador/operador de armas (na frente)
Comprimento: 17.01 m 
Diâmetro do rotor: 17.20 m 
Altura: 4.70 m 
Aréa do rotor: 232.35 m²
Peso vazio: 8.600 kg
Peso carregado: 10.700 kg
Peso máximo de decolagem: 11.500 kg
Motor: 2 turbinas Klimov TV3-117VMA com 2.194 cv cada
Velocidade máxima: 320 km/h
Velocidade de cruzeiro: 270 km/h 
Alcance: 435 km 
Alcance de combate: 200 km com 10 minutos de reserva 
Alcance máximo: 1.100 km 
Altitude de serviço: 5.700 m
Armamento: 1 canhão de 30 mm Shipunov 2A42 com 250 cartuchos montado abaixo do nariz, com dois pontos sob cada asa, pode transportar bombas, foguetes, misseis e pods de armas. O Mil Mi pode ter a seguinte configuração de combate: 16 misseis anti-tanque Ataka-V e 40 foguetes S-8 ou 16 Ataka-V misseis anti-tanque e 10 foguetes S-13 rocket ou 16 misseis anti-tanque Ataka-V e 2 pods de metralhadoras de 23 mm Gsh-23L com 250 cartuchos cada. Podendo tambem transportar o missel anti-tanque 9K118 Sheksna ou 9A-2200, misseis ar-ar 8 Igla-V ou Vympel R-73 ou lançadores de minas 2 KMGU-2.

O Mil Mi-28 "Night Havoc" voou pela primeira vez em novembro de 1996 e os procedimentos de ensaio foram concluidos em 1999. O helicóptero Havoc retém a maior parte do projeto estrutural do Mi-28. A principal diferença é a instalação de um sistema de combate eletrônico integrado. Outras modificações incluem a caixa de câmbio principal para a transmissão de maior potência para o rotor; novo design das lâminas de alta eficiência, diminuindo o barulho das hélices dificultando a detecção dele pelo inimigo, um motor com sistema de controle de injeção de combustível para operação de alta potência.
Os principais sensores do sistema de combate do Havoc são a antena do radar de microondas montado acima da cabeça do rotor e um FLIR (Forward Looking Infrared). O sistema de combate integrado utiliza a bordo um processador para exibir o local que o helicóptero se encontra e um indicador de mapa em movimento, para mostrar o voo, sistemas e informações sobre o alvo em monitores de cristal líquido. A tripulação está equipada com óculos de visão noturna.
Capacidades do Mil Mi-28: capacidade de combate noturno e em qualquer tempo, está equipado com um radar de onda milimétrica montado sobre a hélice, igual ao radar Longbow do Apache. Esse radar, um N-025 Almaz-280, em capacidade de detectar um alvo terrestre a 10 km de distância e guiar mísseis AT-9 Spiral 2 e possui uma varredura de 360°, abaixo do nariz o Mi-28 tem uma torreta do sistema de mira TOR, com um sensor FLIR (câmera de imagens térmicas) usada para designação de alvos e navegação, uma câmera de TV, além de um designador de alvos a laser usado para guiar mísseis, colados nas laterias do helicoptero, sensores ópticos / laser, incluindo Zenit TV de baixo nível de luz. O armamento da versão de produção pode incluir os misseis Shturm 9M114 (AT-6 'Espiral') ou 9M120 Vikhr / Ataka (AT-12 'Swing') ASMs e Igla (SA-16 "Gimlet) AAMs e R-73 AAMS, sistema de busca automática de destino e terreno, detecção e identificação amigo/inimigo e para a versão Mi-28Ns um sistema de controle de missões Ramenskoye Breo-28N.
O projeto inicial do Mi-28 foi desenvolvido para dar suporte em missões de assalto anfíbio da Marinha e apoio aéreo para o Exército.
Quanto sua capacidade de combate e defesa o Mil Mi-28 está equipado com uma gama de equipamnetos como controle de armas por TV, (FLIR), sistema de tiro, radar de 360° de varredura, localizador de alvos fora do alcance, equipamentos de visão noturna, indicador de alvo com direcionamento controlado pelo capacete do operador de armas, rádio, sistema de orientação, sistema de dados com displays multifuncionais de cristal líquido, subsistemas de navegação do tipo GPS, sistema de auto-defes incluindo unidade de alerta radar, infra-vermelho, contra medidas eletrônicas e flares.
A versão Mi-28NAe de exportação foi oferecida para a Coréia do Norte, mas não há confirmação da compra.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Eurofighter Typhoon

Tipo: Caça-multipropósito
Fabricante: Eurofighter GmbH
Primeiro voo: 27 de março de 1994
Inicio do serviço: 4 agosto de 2003
Status: Operacional Usuários: R.A.F, Luftwaffe, Força Aérea Italiana, Austria, Espanha e Arábia Saudita
Total produzido: cerca de 707 até hoje
Custo unitário: € 90 mihões euros
Tripulação: 1 e 2 na aeronave de treinamento
Comprimento: 15.96 m
Envergadura: 10.95 m
Altura: 5.28 m Aréa das asas: 51.2 m2
Peso vazio: 11.150 kg Peso carregado: 16.000 kg
Peso máximo de decolagem: 23.500 kg
Motor: 2 turbinas Eurojet EJ200 com pós combustão
Empuxo: 5.896 kg cada
Empuxo com pós combustão: 9.071 kg cada
Capacidade de combustivel interna: 4.500 kg
Velocidade máxima acima do nivel do mar: 2.495 km/h e ao nivel do mar: 1.470 km/h
Velocidade de cruzeiro: 1.760 km/h
Alcance: 2.900 km
Alcance máximo: 3.790 km
Altitude de serviço: 19.810 m
Razão de subida: 315 m/s
Limite de força G: +9/−3 g
Armamentos: 1 canhão de 27 mm Mauser BK-27 com 150 cartuchos, a aeronave possui 13 pontos para fixação de armas: 8 sob as asas e 5 sob a fuselagem, com capacidade para 7.500 kg de armamento. Pode carregar uma variedade de misseis, os ar-ar dos tipos AIM-9 Sidewinder, AIM-132 ASRAAM, AIM-120 AMRAAM, IRIS-T e no futuro o MBDA Meteor, os ar-superficie AGM-65 Maverick, AGM-88 HARM, Storm Shadow, Brimstone, Taurus KEPD 350, Penguin e no futuro o AGM Armiger. Já as bombas podem variar das guiadas a laser Paveway II/III/Enhanced, as de submunições (JDAM) e HOPE/HOSBO. Possui tambem Flares e pods de chaff, contra medidas eletrônicas e pods de aquisição de alvos. Aviônico: Radar CAPTOR Euroradar e equipamento de monitoramento aéreo com infra vermelho passivo.

O Eurofighter é caça com duas turbinas, asa em delta, capaz de cumprir vários tipos de missões, projetado e construído por um consórcio de três companhias: Alenia Aeronautica, BAE Systems e a EADS, que foi iniciado em 1986. O projeto é controlado pela OTAN que é seu principal cliente. A produção em série do Eurofighter é feita com três contratos separados, tendo cada contrato alguma capacidade que difere cada Força Aérea. O Eurofighter está em serviço na Real Força Aérea, Luftwaffe, Força Aérea Italiana, Força Aérea Espanhola, Força Aérea Austríaca e Real Força Aérea Saudita. Tradução do inglês para português Em 1988, o Subsecretário de Estado para as Forças Armadas disse que o caça europeu seria um grande projeto, que custaria ao Reino Unido cerca de £ 70 bilhões. Era evidente que em breve uma estimativa mais realista foi apresentada em cerca de £ 13 bilhões e que cada aeronave custaria £ 30 milhões por aeronave. Em 1997 o custo estimado era de £ 17 bilhões, em 2003 £ 20 bilhões e a data de entrega teve um atraso de 54 meses. Após 2003 o Ministério da Defesa se ​​recusou a liberar as estimativas de custo. A produção do Eurofighter Typhoon tem quatro linhas de montagem distintas. Cada empresa monta a própria aeronave de seu país, mas constrói as peças para todas as aeronaves incluindo exportações. A quinta linha de montagem será estabelecida para a aeronave da Arábia Saudita. Em 16 de Dezembro de 2005, o Eurofighter atingiu a capacidade operacional inicial com a Força Aérea Italiana, foram colocados em serviço como caças de defesa aérea na Base Aérea de Grosseto, e imediatamente atribuído ao sistema de Tempo de reação rápida (QRA) na mesma base. Em 09 de agosto de 2007, o Ministério britânico da Defesa informou que Esquadrão No. XI da RAF, tinha recebido 2 caças multi-propósito. Já em 17 de agosto de 2007 dois Eurofihgter foram enviados para interceptar um Tupolev Tu-95 russo que havia se aproximado do espaço aéreo britânico. Os Typhoon da RAF foram declarados prontos para comate ar-solo de 01 de julho de 2008. Por volta de 25 de abril de 2008 um Typhoon do 17 º Esquadrão da RAF, operando na Base Aérea Naval dos EUA, na Califórnia, EUA, durante voos de testes, sofreu grandes danos durante um pouso, quando o trem de pouso não foi aberto. Apesar de nenhuma causa imediata foi especulado que o erro pode ter sido do piloto.
Em 11 de setembro de 2008, o tempo de voo das cinco Forças Aéreas ultrapassaram as 50 mil horas de voo. Em 31 de Março de 2009, um Eurofighter Typhoon disparou um missel AMRAAM usando seu radar no modo passivo, e os dados necessários para o alvo dos mísseis foi adquirida pelo segundo radar do Eurofighter e transmitido através do Sistema Multi Funcional de Distribuição de Informações. Em 17 de julho de 2009, os Eurofighters da Força Aérea Italiana foram destacados para proteger o espaço aéreo da Albânia. Em setembro de 2009, 4 Typhoon da RAF substituiram os Tornados F3s que defendem as Ilhas Malvinas. Nesta época o governo da Argentina fez um protesto formal. Em 24 de agosto de 2010, o projeto sofreu sua primeira fatalidade quando um Typhoon de dois lugares caiu, por razões desconhecidas, matando o piloto, um tenente-coronel da Força Aérea Sáudita, logo depois de decolar da Base Aérea de Moron, na Espanha. Especialistas suspeitam que a causa da queda tenha sido uma colisão com aves, o instrutor espanhol conseguiu se ejetar e sofreu apenas ferimentos leves.
Na sequência deste incidente, a Luftwaffe, cancelou o voo de seus 55 aviões, pois em 16 de Setembro de 2010, um piloto alemão morreu após se ejetar, seu para-quedas não abriu. Em resposta ao inquérito do acidente, em 17 de setembro de 2010, a RAF cancelou todos os voos de treinamento com o Typhoon. Em 21 de setembro, a RAF anunciou que o sistema de correias dos assentos tinham sido modificados, autorizando o reinicio dos voos com o Typhoon. A Força Aérea Austríaca disse também que todas as suas aeronaves haviam sido liberadas para o voo. Em 24 de agosto de 2010, a fabricante do assento de ejeção Martin Baker comentou: " Sob certas condições, a montagem e liberação rápida pode ser desbloqueado usando a palma das mãos, ao invés do polegar e os dedos e que este representava um risco de acidente ", e acrescentou que a modificação foi rapidamente desenvolvida e aprovada, para eliminar esse risco e que seria instalado em todos os Typhoon. Em janeiro de 2011, a aeronave ultrapassou 100.000 horas de voo em toda a frota. Em 18 de março de 2011, primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou que o Reino Unido iria usar caças Typhoon, juntamente com os Panavia Tornado, para impor uma zona de exclusão aérea na Líbia. Em 20 de março 10 Typhoon da RAF de Coningsby e Leuchars chegaram a Gioia del Colle uma base aérea no sul da Itália. Em 21 de Março os Typhoon da RAF voaram sua primeira missão de combate, patrulha a zona de exclusão aérea na Líbia.
FOTOS DO EUROFIGHTER: Configuração de ataque ao solo, Turbina, Detalhes da estrutura, Cockpit, Aterrisagem, Reabastecimento em voo, Interceptando um TU-95 Bear.

terça-feira, 22 de março de 2011

Boeing F/A-18E/F Super Hornet

Tipo: Caça embarcado multi-propósito
País de origem: Estados Unidos
Fabricante: McDonnell Douglas
Primeiro voo: 29 de Novembro de 1995
Inicio do serviço: 1999
Status: em produção desde 1995 até hoje e em serviço
Total produzido: cerce de 4000 até 2009
Custo unitário: US$ 55 milhões (2011)
Primeiros usuários: Marinha Americana e Real Força Aérea Australiana
Tripulação: F/A-18E: 1 e F/A-18F: 2
Comprimento: 18.31 m
Envergadura: 13.62 m
Altura: 4.88 m
Area das asas: 46.5 m²
Peso vazio: 14.552 kg
Peso carregado: 21.320 kg
Peso máximo de decolagem: 29.937 kg
Motor: 2 turbinas General Electric F414-GE-400 com pós-combustão
Empuxo: 6.350 kg cada e 9.979 kg com pós-combustão cada
Capacidade interna de combustivel: F/A-18E: 6.780 kg e F/A-18F: 6.354 kg
Capacidade externa de combustivel: 5 tanques com um total de 7.381 kg
Velocidade máxima: 1.900 km/h a 12.190 m
Alcance: 2.346 km
Alcance de combate: 722 km em missões de interdição
Altitude de serviço: 15,000
Armamentos: 1 canhão de 20 mm M61 Vulcan montado no nariz, com 578 cartuchos. Pontos de armamentos 11 no total: 2 nas asas, 6 sob as asas, 3 sob a fuseagem. Pode transportar a maior parte do arsenal americano entre eles o AIM-9 Sidewinder, AIM-120 AMRAAM, AIM-7 Sparrow, AGM-65 Maverick, AGM-88 HARM, AGM-154, AGM-84 Harpoon e bombas de precisão JDAM, guiadas a laser Paveway, Mk 80, CBU-87, CBU-78, CBU-97, Mk 20 Rockeye II. Possui dispositivos de defesa flares SUU-42A/A e pod de chaff e pod de contra medidas eletrônicas. Tambem pode ser instalado um pod de aquisição de AN/ASQ-228 ATFLIR. O uso de tanques extras de combustível, podendo ser 3 tanques de 1.200 L cada e para missões longas 1 tanque de 1.200 L com mais 4 tanques de 1.800 L.
Aviônicos: Radar Hughes APG-73 ou Raytheon APG-79, pod de contra medidas eletrônicas Northrop Grumman/ITT AN/ALE-165 ou BAE Systems AN/ALE-214, sistema de defesa Raytheon AN/ALE-50 ou BAE Systems AN/ALE-55, radar de defesa e aviso Northrop Grumman AN/ALR-67(V)3 e sistema de dados MIDS LVT ou MIDS JTRS.
O F-18E/F Super Hornet é um caça multi-emprego e baseado em porta-aviões, o Hornet possui um canhão de 20 mm e pode transportar misseis ar-ar e ar-terra, com combustível adicional em até cinco tanques externos, podendo ser configurado como avião tanque para reabastecer outros caças na zona de combate. Projetado e produzido inicialmente pela McDonnell Douglas, o Super Hornet voou primeiramente em 1995. Sua produção em série começou em setembro de 1997, o primeiro caça entregue foi em 1998 para a Marinha Americana. A Marinha Americana foi a primeira força a incorporar o Hornet em 1999, substituindo o F-14 Tomcat em 2006. A Real Força Aérea Australiana (RAAF), utiliza o F/A-18A como seu principal caça desde 1984, em 2007 foi feito o pedido de substituição dos F-111 pelos F/A-18F, estes só foram incorporados em 2010.
O Super Hornet é uma variação maior e mais avançada do F/A-18C/D. Uma versão atualizada foi introduzida no mercado pela McDonnell Douglas como o Hornet 2000 nos anos 80. O conceito do Hornet 2000 era uma versão avançada do F/A-18 com uma asa maior e uma fuselagem mais longa para transportar mais combustível e com motores mais poderosos. A Marinha Americana enfrentou inúmeros problemas no começo dos anos 90. O programa do A-12 Avenger II, pretendia substituir os A-6 Intruder e os A-7 Corsair, mas tinha problemas e foi cancelado. Durante este tempo o fim da guerra fria fez com que houvesse uma reestruturação e com isso houve cortes no orçamento militar. Como uma alternativa ao A-12, a McDonnell Douglas prôpos o Super Hornet, no lugar dos A-6 Intruder. Ao mesmo tempo, a Marinha necessitava de um caça de defesa da frota, pois a versão naval F-22 Raptor havia sido cancelada.
Os Marines Americanos tiveram seus F/A-18Cs substituídos pelos Super Hornet, os Marines tambem pretendem utilizar os F-35B STOVL em seus navios anfíbios. A Boeing ofereceu para a Malásia a substituiçãoseu de seus F/A -18 pelos novos Super Hornet em 2002. Entretanto, a compra foi cancelada após o governo da Malásia ter decidido comprar o Sukhoi Su-30MKM em 2007. A Boeing entregou propostas do Super Hornet aos governos dinamarqueses e brasileiros em 2008. Na Dinamarca o Super Hornet é um de três caças na disputa pela aquisição de 48 caças para substituir os F-16s. Em outubro de 2008, o Brasil requisitou a Boeing uma exigência inicial de 36 caças, com uma compra total estimada em 120. Em 24 de abril de 2008 uma versão do Super Hornet foi oferecida para a India, chamado de F/A-18IN, que incluirá um radar Raytheon APG-79 AESA, em agosto de 2008 a Boeing fez uma proposta, onde a indústria aeronáutica da India, teria participação neste projeto. Os Super Hornet chegaram na India para testes em 18 de agosto de 2009. Em 10 de março de 2009, a Boeing ofereceu seu caça para Grécia. Em 1 de agosto de 2010, o governo britânico fez o cancelamento da compra dos F-35 Lighting II em seu lugar foi escolhido o Super Hornet para o uso no porta-aviões Rainha Elizabeth, devido a cortes no orçamento militar, a escolha do F-18 foi feita pois utiliza o mesmo sistema de lançamento por catapulta que o F-35. Os Emirados Arabes Unidos pediram informações sobre o Super Hornet.

sábado, 19 de março de 2011

Hermes 450 Elbit Systems

Tipo: Aeronave não tripulada
Fabricante: Elbit Systems
País de origem: Israel
Usuários: Israel, Brasil, Estados Unidos, Reino Unido entre outros
Custo unitário: U$ 2 milhões
Inicio do serviço : 2 de junho de 2003
Tripulação: 0
Capacidade de transporte: 150 kg
Comprimento: 6.1 m
Envergadura: 10.5 m
Peso máximo de decolagem: 450 kg
Motor: 1 motor UEL R802/902(W) Wankel de 52 cv a 8.000 rpm
Velocidade máxima: 176 km/h
Velocidade de cruzeiro: 130 km/h
Alcance: 200 km ou 20 horas
Atitude de serviço: 5.486 m
Razão de subida: 4.6 m/s
Capacidade de combustível: 105 kg

O Hermes 450 é um UAV de tamanho médio que fornece dados em tempo real, para o serviço de inteligência em terra, foi projetado para missões táticas de grande duração. Com capacidade de carga útil de 150 kg ou 300 litros, possui uma aviônica avançada, voo inteiramente autônomo, ligação de dados e comunicação por satélite.
Em 9 de Junho de 2003 a Elbit fechou um contrato de U$ 47 milhões com o Ministério de Defesa Israelense, para o fornecimento de 2 aeronaves não tripuladas Força Aérea Israelense (IDF). O contrato foi executado em um periodo de três anos.
O Hermes 450 pode ser utilizado em vários tipos de missões, entre elas as militares como reconhecimento e fiscalização em tempo real, controle e ajuste do fogo de artilharia, comunicações, fiscalização marítima. Já no uso não militar, avaliação de danos após desastres climáticos, anti-drogas, patrulha litoral, supervisão ambiental, patrulha fronteiriça, avaliação de acidente nuclear, inspeção de floresta e animais selvagens, pesquisa meteorológica e atmosférica. É uma plataforma ideal e barata visto que sua hora de voo é 1/10 da hora de um avião pequeno ou helicóptero, possui uma asa elevada podendo ser usado em pistas não pavimentadas, ótima configuração aerodinâmica pois possui uma cauda em V e motor a hélice. Seu voo é controlado inteiramente em terra, podendo ficar até 200 km do controle de terra, sua decolagem pode ser automática e a aterrissagem pode ser feita atraves de GPS.
O mais novo modelo é o Hermes 1500, com novos sistemas e radar, sua autonomia aumentou para 26 horas a altitudes de até 10.000 m.
A companhia aeroespacial israelense Elbit Systems anunciou um contrato para o fornecimento de 2 (UAV's) Hermes 450 para a Força Aérea Brasileira (FAB).
O projeto é parte de um objetivo estabelecido pela FAB para possuir uma capacidade independente com veículos aéreos não-tripulados. Os 2 UAV's e uma estação de controle terrestre estão sendo operados num contrato de leasing como parte de um programa de avaliação conjunta entre Forças Armadas do Brasil desde dezembro de 2009. O Hermes 450 foi selecionado pela FAB em setembro de 2010 e o contrato oficial para o fornecimento de dois veículos aéreos e uma estação foi fechado com a FAB. As unidades serão operadas a partir da Base Aérea de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
Fotos do Hermes 450: Hermes da FAB, Hélice, Câmeras instaladas sob a fuselagem, Sistema de lançamento curto, Estação de controle terrestre, Piloto em terra, Um Hermes da Geórgia abatido por um Mig-29 Russo, Momento em que o Hermes grava o disparo do missel do Mig-29.

sexta-feira, 18 de março de 2011

North American F-86 Sabre

Tipo: Caça interceptador e bombardeiro
País: Estados Unidos
Fabricante: North American Aviation
Primeiro voo: 1 de Outubro de 1947
Inicio do serviço: 1949 com a USAF
Retirado de serviço: 1994 na Bolivia
Primeiro usuário: Estados Unidos, Japão, Espanha e Coréia do Sul
Total produzido: 9.860
Custo unitário: US$ 219.457 (F-86E)
Tripulação: 1
Comprimento: 11.4 m
Envergadura: 11.3 m
Altura: 4.5 m
Aréa das asas: 29.11 m²
Peso vazio: 5.046 kg
Peso carregado: 6.894 kg
Peso máximo de decolagem: 8.234 kg
Motor: 1 turbina General Electric J47-GE-27
Empuxo: 2.680 kg podendo manter portência total por apenas 5 minutos
Capacidade de combustivel: 1.650 lts tanque interno e 2 tanques externos com 756 lts cada
Velocidade máxima: 1.106 km/h ao nivel do mar, com o peso de 6.447 kg
Velocidade de stol: 200 km/h
Alcance: 2.454 km
Altitude de serviço: 15.100 m
Razão de subida: 45.72 m/s alcança 9.100 m em 5.2 minutos
Distância minima para decolagem: 710 m
Armamentos: 6 metralhadoras .50 (12.7 mm) M2 Browning com 1.602 cartuchos, 2 pods lançadores de foguetes Matra com 18 foguetes SNEB de 68 mm cada, bombas cerca de 2,400 kg distribuidos em 4 pontos externos, utilizava dois pontos para bombas e dois para os tanques extras, variando suas bombas desde napalm até uma bomba tática nuclear.

O F-86 Sabre norte-americano era um caça transônico, produzido para a Força Aérea Americana, o Sabre ficou conhecido peo seu papel na Guerra da Coréia, onde combateu os ageis MiG-15. O F-86 mostou-se obsoleto no final dos anos 50, mas provou ser adaptável e continuou na linha de frente como caça na Força Aérea Boliviana até 1994. Seu sucesso manteve sua produção em mais de 7.800 aviões entre 1949 e 1956, nos Estados Unidos, Japão e Itália. Outras versões foram construídas no Canadá e Austrália. O Sabre canadense adicionou 1.815 modificações na aeronave, sua produção mundial fechou em 9.860 unidades, sendo o caça ocidental mais fabricado.
As propostas iniciais para cumprir uma exigência da Forças Aéreas do Exército Americano para um caça de grande altitude, de escolta e de único assento foram feitas no final de 1944 e deviam utilizar o projeto original do FJ-1 Fury feito pela Marinha Americana. O P-86 Sabre foi o primeiro avião norte-americano a utilizar as pesquisas de voo, feito pelos nazistas no fim da guerra. As exigências do desempenho foram cumpridas incorporando uma asa em semi delta com 35° e estabilizador ajustávelo, o mesmo modelo de asas usada pelo Messerschmitt Me-262. O protótipo XP-86, que se transformaria no Sabre F-86, voou 1 de outubro de 1947, o comando æroestratégico da USAF manteve os F-86 em serviço de 1949 a 1950 com interceptadores. O F-86 foi produzido como um caça-interceptador e caça-bombardeiro, a potência de seu motor foi melhorada com o uso de novas turbinas entre elas o XP-86 versão com um motor General Electric J35-C-3 com 1.814 kg de empuxo, o F-86A-1 tinha um motor General Electric J47-GE-7 com 2.358 kg de empuxo, já o F-86H possuia um motor General Electric J73-GE-3 com 4.195 kg de empuxo. O F-86 foi batizado em combate durante a Guerra da Coréia, a versão caça-bombardeiro F-86H podia carregar até 907 kg de bombas, incluindo um tanque externo de napalm. As versões de interceptação e bombardeio tinham 6 metralhadoras M3 .50 (12.7 mm) instaladas no nariz do avião, a versão F-86H tinha 4 canhões de 20 mm em vez das metralhadoras, os cartuchos utilizados nas metralhadoras continham magnésio, que foram projetados para se inflamar quando do impacto no alvo inimigo. Alguns modelos de F-86 utilizaram na época um novo tipo de radar de tiro o A-1CM, provando sua eficácia contra os MiGs na Coréia. Já o uso de foguetes começou em missões de treinamento, utilizando foguetes não-guiados de 70 mm, mais tarde foram usados foguetes de 127 mm em missões de combate.
O F-86A registrou seu primeiro recorde de velocidade alcançando 920 km/h em setembro de 1948, o piloto de testes norte-americano George Welch quebrou a barreira do som em um mergulho com seu XP-86 quando em um voo de ensaio em 1 de outubro de 1947, em 14 de outubro de 1947 o foguete tripulado X-1 da Bell, fez o primeiro voo em velocidade supersônica e nivelada. Em 18 de maio de 1953, Jacqueline Cochran voando um F-86E Canadense foi a primeira mulher a quebrar a barreira do som, não se sabe se foi um voo nivelado ou não.
O F-86 foi utilizado em vários missões de combate pelo mundo dentre elas a Guerra da Coréia, Guerra Fria, Crise de Taiwan, Guerra India-Paquistão, Guerra pela libertação de Bangladesh, Guine Bissau e Filipinas.
Durante a Guerra da Coréia, os soviéticos estavam procuravam por um F-86 Sabre intacto com a finalidade de estudar tal tecnologia, as buscas eram frustrantes, devido a politica americana de destruir armas e equipamentos uma vez que tivessem sido danificadas ou abandonadas, no caso dos aviões americanos, seus pilotos acabavam destruindo ou bombardeando seus Sabres. Entretanto, em certa ocasião um F-86 foi tragado pela maré alta em uma praia impedindo sua destruição, mas após algum tempo ele submergiu, encontrado pelos soviéticos o avião foi enviado para Moscou, o F-86 foi estudo e usado como base para a construção do novo Sukhoi, os estudos do F-86 contribuíram para o desenvolvimento das ligas de alumínio dos aviões.
Fotos do F-86: F-86 com seu rival Mig-15, Tanques externos de combustível, Metralhadoras, Compartimento das metralhadoras, Turbina, Sabre Canadense, Sabre Alemão, Lançador de foguetes, Modelo do foguete, Cockpit, Assento injetor, Assento injetor II.

domingo, 16 de janeiro de 2011

AGM-65 Maverick

Tipo: Missel ar-superficie guiado
País de origem: Estados Unidos
Status: de 1972 até hoje
Fabricante: Hughes Aircraft Corporation & Raytheon Corporation
Custo unitário: cerca de US$ 160.000
Peso: de 211 kg a 300 kg
Comprimento: 2.49 m
Diâmetro: 3.0 m
Ogiva: 57 kg modelo WDU-20/B, 136 kg modelo WDU-24/B de penetração e fragmentação e no modelo FMU-135/B com detonador de impacto
Motor: motor de foguete de propulção contínua
Envergadura: 7.10 m
Alcance operacional: cerca de 28 km
Velocidade: 1.200 Km/h
Sistema de guiagem: eletro óptico no modelos A, B, H, J e K, imagem infravermelha modelos D, F e G e guiados por laser no modelo E.


O AGM-65 Maverick é um míssil tático lançado de um avião contra o solo, em missões de apoio aéreo. É eficaz contra alvos táticos, incluindo blindagem, defesas aéreas, navios, transportes em terra e instalações militares. O AGM-65F usado pela Marinha possui um sistema de orientação infravermelha, com uma ogiva penetrante de 140 kg para atingir e afundar navios, com uma câmara de televisão infravermelha que permite ao piloto travar e seguir seu alvo, através das nuvens até atingi-lo. O AGM-65 tem dois tipos de ogivas, uma de contato no nariz e outra com uma ogiva pesada, capaz de penetrar o alvo com sua energia cinética antes de detonar, em ambos o sistema de propulsão é um motor foguete com combustível sólido, atrás da ogiva. O míssil é incapaz de travar em alvos, é necessario que o piloto ou o oficial de armas faça tal procedimento. Em um A-10, por exemplo, a alimentação da imagem de video do missel é retransmitida para uma tela na cabine do piloto, onde é feito a verificação do alvo, antes do lançamento, uma vez lançado o míssel não necessita de nenhum auxílio e segue seu alvo automaticamente.
Os mísseis AGM-65 foram empregados por caças F-16 Fight Falcon e A-10 Thunderbolt II durante a Operação Tempestade do Deserto em 1991 para atacar alvos blindados. Os Mavericks destruiram uma parte importante da força militar Iraqeuiana. Várias aeronaves utilizam o AGM-65 entre eles o A-4 Skyhawk, A-6 Intruder, A-7 Corsair II, A-10 Thunderbolt II, AV-8 Harrier II, F-4 Phantom II, Soko/Lola Utva G-4M Super Galeb, Northrop F-5, F-15E Strike Eagle, F-16 Fighting Falcon, F/A-18 Super Hornet, F/A-18 Hornet, General Dynamics F-111, P-3 Orion e o SH-2G.
Fotos do Maverick: Instalação, Transporte, Lançamento, Impacto, Lançamento de helicoptero, Lançamento de avião, Lançamento de caça.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Republic F-105 Thunderchief

Tipo: Caça bombardeiro
Fabricante: Republic Aviation
Primeiro voo: 2 de outubro de 1955
Inicio do serviço: 27 maio 1958
Retirado de serviço: 25 fevereiro 1984
Usuário: Força Aérea Americana
Total produzido: 833
Custo unitário: US$ 2.14 milhões em 1960
Tripulação: 1 (2 nas versões E/F/G)
Capacidade de carga: 6.700 kg de armamentos
Comprimento: 19.63 m
Envergadura: 10.65 m
Altura: 5.99 m
Aréa das asas: 35.76 m²
Peso vazio: 12.470 kg
Peso carregado: 16.165 kg
Peso máximo de decolagem: 23.834 kg
Motor: 1 turbina Pratt & Whitney J75-P-19W com pós-combustão
Empuxo: 6.486 kg
Empuxo com pós-combustão: 11.113 kg
Velocidade máxima: 2.208 km/h a 11.000 m
Alcance de combate: 1.250 km
Alcance máximo: 3.550 km
Altitude de serviço: 14.800 m
Razão de subida: 195 m/s alcança 11.000 m em 1 minuto e meio
Armamentos: 1 canão de 20 mm M61 Vulcan com seis canos e 1.028 cartuchos, com um total de quatro pontos sob as asas e um sob a fuselagem, com uma carga de 6.400 kg de bombas podendo ser convecional ou nuclear e misseis AIM-9 Sidewinder e AGM-12 Bullpup estes para destruição de rampas de lançamentos de misseis SAM.
Aviônica: radar NASARR R-14A, controle de tiro AN/ASG-19 Thunderstick e sistema de rádio navegação AN/ARN-85 LORAN.
O Republic F-105 Thunderchief, é um caça-bombardeiro supersônico usado pela Força Aérea Americana. Capaz de atingir mach 2 o F-105 foi utilizado nos primeiros anos da Guerra do Vietnã. Projetado originalmente como um avião de assento único, uma versão de dois assentos foi desenvolvida para ser usado na supressão das defesas anti-aéreas com a utilizãção de misseis SAM. O F-105 estava armado com misseis e um canhão, entretanto, seu projeto original foi de uma caça de penetração a baixa altitude e alta velocidade, que transportaria uma unica bomba nuclear internamente. Começando a voar em 1955, o Thunderchief foi incorporado ao serviço em 1958. Foi o caça monorreator mais empregado na história pela USAF, um único F-105 podia transportar a carga de bombas de 10 aviões B-17 e B-24. Foram cerca de 20.000 missões do Thunderchief, foram perdidos cerca de 382 aviões, quase metade dos 833 produzidos, sendo 62 perdas operacionais. Apesar de não ser exatamente um caça de combate aéreo, nas mãos de bons pilotos ele se saia muito bem, por isso, depois dos F-4 Phantom, os F-105 foi o segundo maior destruidor de Migs, totalizando 28 vitórias, apesar de 23 F-105 terem sidos abatidos por Migs. Os caças biplaces F-105F e F-105G foram os primeiras plataformas de supressão contra as defesas aéreas, indo de encontro aos misseis S-75 ou SA-2 soviéticos, para com seu missel AGM-45 anti radar, destruir as estações de radar, quando estas eram ligadas e usadas contra os caças, assim seus alvos iluminados o missel atingia em cheio as estações vietinamitas. Dois pilotos receberam a medalha de honra, por terem atingido um local de lançamentp de misseis SAM e no mesmo dia terem abatido dois MiG-17. O Thunderchief foi substituido mais tarde pelos McDonnell Douglas F-4 Phantom II e pelo General Dynamics F-111 Aardvark, entretanto alguns F-105 permaneceram em serviço até 1984, quando foram substituídas pelos F-4G.
O conjunto de radar, sistema de controle de tiro e uma central digitalizada de bombardeio, permitia ao F-105 atacar de dia ou noite e em qualquer tempo, com bombas e misseis, o F-105 possuia um compartimento interno para transportar uma bomba nuclear, no Vietnã ele abrigava um reservatório de combustível de 1.476 litros, já sua fuselagem com forma de garrafa de coca-cola reduz o arrasto aerodinâmico prejudicial nas velocidades transsônicas, reduzindo o consumo de combustível, aumentando sua autonomia. Suas asas em diedro fechado permitia um notável poder de manobra a baixa altitude e grande velocidade, os motores tinham melhor desempenho com o fluxo de ar relativamente lento, as entradas de ar tinham uma forma especial, com enflechamento negativo no encaixe asa-fuselagem, isto fazia com que o fluxo de ar desacelerasse.
O Thunderchief foi retirado do serviço na USAF após o fim da Guerra do Vietã. Dos 833 F-105s construídos, quase 50% foram perdidos no Vietnã. Por padrões militares Americanos os F-105 foram considerados ineficazes em combate, alguns aviões permaneceram na reserva nacional entre os anos 70 e 80, mas seu serviço prolongado na guerra fez com que os F-105s excedessem sua vida útil no começo dos anos 70. O F-105 Thunderchief foi aposentado oficialmente em 25 de fevereiro de 1984.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Focke-Wulf Fw 190

Tipo: Caça
Fabricante: Focke-Wulf
Primeiro voo: 1 de Junho de 1939
Inicio do serviço: agosto de 1941
Retirado de serviço: 1945 (Luftwaffe)e 1949 (Turkey)
Primeiros usuários: Alemanha, Hungria, Turquia e Rômenia
Produção: de 1941 a 1945 em 1996 foram feitas 16 replicas
Total produzido: mais de 20.000
Tripulação: 1
Comprimento: 10.20 m
Envergadura: 10.50 m
Altura: 3.35 m
Area das asas: 18.30 m²
Peso vazio: 3.490 kg
Peso carregado: 4.350 kg
Peso máximo de decolagem: 4.840 kg
Motor: 1 motor a ppistão Junkers Jumo 213 A-1. 12 cilindros, invertido em V com 1.287 kW, com turbo 1.544 kW
Velocidade máxima: 685 km/h a 6.600 m e 710 km/h a 11.000 m
Alcance: 835 km
Altitude de serviço: 12.000 m
Razão de subida: 17 m/s
Armamento: 2 metralhadoras de 13 mm MG 131 com 475 cartuchos em cima do capô, 2 canhões de 20 mm MG 151 com 250 cartuchos um em cada asa e 1 bomba de queda livre de 500 kg.
O Focke-Wulf Fw 190 era o único avião alemão de um assento e unico com motor radial projetado por Kurt Tank nos anos 30. Foi usado pela Luftwaffe durante a Segunda Guerra em vários tipos de missões. Como o Messerschmitt BF 109, o Fw 190 foi empregado como multi-plataforma, entre elas, superioridade aérea, ataque ao solo, e com menos sucesso como caça noturno. O Fw 190 ficou operacional em agosto de 1941 e foi usado contra a França, provando rapidamente ser superior em tudo, com exceção dos caças Spitfire Mk. V. da RAF o melhor caça britânico. O FW 190 foi alcançado pelo Spitfire somente com a entrada da versão Mk. IX em julho de 1942. O Fw 190 chegou ao melhor resultado entre novembro e dezembro de 1942, os pilotos soviéticos consideravam o BF 109 como a grande ameaça no combate aéreo, mas o Fw 190 teve um impacto significativo, era um caça com grande poder de fogo e manobralidade a baixa e média altitude. O Fw 190 transformou-se na espinha dorsal da Jagdwaffe (Força de caças). No front oriental o Fw 190 era muito usado pelas unidades especializadas em ataques ao solo, obtendo sucesso contra as forças em terra da União Soviética. Como interceptador, o Fw 190 obteve melhorias para capacita-lo a voos em grandes altitudes. A versão A dos Fw 190s perdiam desempenho em altitudes acima de 6.000 m, oque foi corrigido na versão D, sendo modificado o motor para um Junkers Jumo 213 com pistões em linha, o Fw 190D inicio seu serviço em setembro de 1944. Os melhores Ases da Luftwaffe voaram o Fw 190 entre eles, Otto Kittel com 267 vitórias, Walter Nowotny com 258 vitórias e Erich Rudorffer com 222 vitórias. Um grande quantidade de aviões abatidos foram atribuidos a pilotos que usavam o Fw 190.
O Fw-190 foi empregue na frente oriental contra os soviéticos, e quando se comprovaram suas habilidades no ataque a solo, substituiu o lento e vulnerável Ju-87 Stuka. As versões F e G do Fw-190 podiam transportar 4 bombas SC-50, de 50 kg e até uma bomba SC-1800 de 1.800 kg.
Várias foram as versões de ataque a terra. O Fw 190 F, testado em maio de 1942, o avião tinha nova blindagem na parte inferior da fuselagem, protegendo os tanques de gasolina e o piloto, nova capota do motor, melhor armamento, novo trem de pouso e exterior da asa. O Fw 190 A-5/U17, foi equipado com uma bomba montada na meio da fuselagem inferior, a versão Fw 190 F-3/R1 e F-3/R-3, tinham o dobro de bombas, 1 canhão de 30 mm em cada asa. O F-3 poderia carregar um tanque de combustivel com 300 litros. Um total de 432 Fw 190 F-3 foi construído. O Fw 190 F-8 tinha um compressor modificado oque melhorou seu desempenho em baixas altitudes, seu rádio foi melhorado o FuG 16 ZS melhorando a comunicação com as unidades em terra. O armamento do Fw 190 F-8 era canhão de 20 mm de magnésio nas asaas e duas metralhadoras de 13 mm, cerca de 3.400 F-8s foram construídos e várias centenas foram construídos em dezembro 1944 e fevereiro a maio 1945, dados estes que se perderam com o bombardeio das fábricas. Os Fw 190 F-8 tinham um missel anti tanque WGr.28 de 280 mm, baseado no foguete Nbw 41 de 88 mm. O F-8/U2 podia transportar uma bomba de 700 kg. Já a versão F-8/U3 podia carregar um torpedo BT-1400 de 1.400 kg, devido ao tamanho do torpedo sua cauda foi alongado. O Fw 190 F-8/U4 foi criado como um caça noturno equipado com altímetro de rádio FuG 101, piloto automático PKS 12 e um sistema de observação TSA 2 A, sendo equipados com dois canhões 151/20.
No final da guerra Hitler ordenou que toda a Luftwaffe voltasse para Alemanha, para defende-la os Fw 190 foi montado com lançadores de foguetes de 40 mm para atacar as grandes formações de bombardeiros B-17 que atacavam o Reich e obtiveram grande exito neste tipo de estrátegia.
Fotos do Fw 190: Tipos de pintura, Sistema de combustivel, Sistema de tiro, Cockpit, Fw 190 ao lado do Spitfire.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Rockwell B-1 Lancer

Tipo: Bombardeiro estratégico supersônico
País de origem: Estados Unidos
Fabricante: Rockwell International / Boeing
Primeiro voo: 23 dezembro 1974
Inicio do serviço: 1 outubro 1986
Produção: 1984 a 1988
Total produzido: 104 versões A/B
Custo unitário: U$ 283 milhões em 1998
Status: 66 ainda em serviço
Primeiro usuário: Força Aérea Americana
Tripulação: 4 ( piloto, copilot0, oficial de sistemas ofensivos e oficial de sistemas defensivos)
Carga total: 56.600 kg em pontos internos e externos
Comprimento: 44.5 m
Envergadura asas extendidas: 41.8 m, fechadas: 24.1 m - asas de geometria variável
Altura: 10.4 m
Aréa das asas: 181.2 m²
Peso vazio: 87.100 kg
Peso carregado: 148,000 kg
Peso máximo de decolagem: 216.400 kg
Motores: 4 turbinas General Electric F101-GE-102 com pós-combustão
Empuxo sem pós-combustão: 6.622 kg de força em cada turbina
Empuxo com pós-combustão: 13.961 kg de força em cada turbina
Capacidade de combustível: 38.000 litros ou 120.326 kg
Velocidade máxima: 1.340 km/h a 15.000 m ou 1.130 km/h ao nivel do mar entre 60 e 150 m
Alcance: intercontinental 11.998 km
Alcance de combate: 5.543 km
Altitude de serviço: 18.000 m
Armamentos: seis pontos externos com capacidade para 22.700 kg e 3 pontos internos com capacidade para 34.000 kg.
Tipos de bombas: 84× Mk-82 de queda retardada, com freios aerodinâmicos, 81× Mk-82 com baixo arrasto, 84× Mk-62 Quickstrike mina maritima, 24× Mk-65 mina anti-navio, 30× CBU-87/89/CBU-97 com submunições antitanque ou antipessoal, 30× CBU-103/104/105 com submunições controlada por GPS, 24× GBU-31 JDAM guiada por GPS, 15× GBU-38 JDAM guiada por GPS, 24× Mk-84 de uso geral, 12× AGM-154 bomba controla para alvos bem defendidos, 96× or 144× GBU-39 compacta guiada por GPS, 24× AGM-158 JASSM controlada com alcance de 370 km, 24× B61 termo nuclear de queda livre de dois estágios implosão e radiação, 24x B83 termo nuclear, versão recente da B61
Aviônicos: 1 radar AN/APQ-164 ativo e passivo, 1 radar de defesa e aviso AN/ALQ-161,
1 sistema de defesa AN/ASQ-184, 1 pod de localização de alvos Lockheed Martin Sniper XR.

O B-1 Rockwell Lancer possui quatro motores, bombardeiro estratégico de geometria variável usado pela Força Aérea Americana. Desenvolvido para ser um bombardeiro supersônico com alcance e carga útil para substituir o Boeing B-52 Stratofortress, tornou-se primeiramente um avião de grande alcance, supersônico de baixa altitude, a versão inicial do B-1A foi desenvolvida no inicio dos anos 70, mas sua produção foi cancelada e com 4 protótipos construídos. Em 1980, a versão B foi incorporada pela USAF até 1986, começando seu serviço no comando æroestratégico como bombardeiro nuclear, já nos anos 90, foi convertido para bombardeiro convencional. Seu uso em combate ocorreu durante a operação Raposa do Deserto, no Iraque em 1998 e durante a ação da OTAN em Kosovo em 1999. O B-1B continua em uso com os Estados Unidos e OTAN no Afeganistão e Iraque. O B-1 faz parte da força de bombardeiros ao lado do B-52 e do B-2. Com a aposentadoria do EF-111A em 1998 e F-14 Tomcat em 2006, o B-1B fica sendo o único avião de geometria variável no arsenal americano.

Estudos da USAF sugeriram que a frota B-52 permanecesse em uso devido a ameaça de uma guerra eminente até 1985, porque acreditavam 75% da frota de B-52 sobreviveria para atacar seus alvos. Após este período a introdução do míssil anti-aéreo SA-10, do interceptor MiG-31 e dos primeiros sistemas soviéticos de alerta AWACS deixaria o B-52 cada vez mais vulnerável. Em 2 de outubro de 1981 decidiu-se que a melhor solução era comprar o B-1 foram encomendados cerca de 100 aviões, com um contrato de U$ 2.2 bilhões em janeiro de 1982. Foram feitas numerosas modificações no projeto resultando no modelo B-1B, estas mudanças incluíram uma redução na velocidade máxima, redução da assinatura radar, a velocidade subsônica em baixa altitude forma o foco do projeto passando de Mach 0.85 para 0.92, podendo a chegar a Mach 1.25 em grandes altitudes. Seu peso máximo de decolagem foi modificado de 179.000 kg para 216.000 kg, permitindo a decolagem com os tanques cheios e bombas na parte externa. Com o aparecimento do MiG-31 e outros aviões com melhor capacidade de detectar alvos a baixa altitude, o B-1B introduziu um novo sistema de guerra eletrônica. Devido a seu custo o B-1 sua capacidade foi contestada, pois o B-52 com sistemas de guerra eletrônica similar tambem poderia evitar a intercepção, sendo que vantagem da velocidade do B-1 era agora mínima. O argumento a favor do B-1 era sua grande carga útil e seu desempenho de decolagem em qualquer pista sem infra-estrutura. O B-1 Lancer começou seus voos testes em março de 1983, seu inicio em serviço foi em 4 de setembro de 1984, o primeiro voo em 18 de outubro de 1984 e o último avião entregue foi em 2 de maio de 1988.
Fotos B-1 Lancer: Taxiando, Soltando bombas de submunições, Cockpit, Comparação com o B-52, Bombas convencionais, Compartimento de bombas, Pod de identificador de alvos, Visão da turbinas.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mikoyan MiG-27 Flogger

Tipo: Avião de ataque
Fabricante: Mikoyan OKB
Primeiro voo: 20 Agosto de 1970
Inicio do serviço: 1975
Status: Ainda em serviço
Primeiros usuários: União Soviética e Força Aérea Indiana
Produção: de 1970 a 1986
Total produzido: 1.075
Desenvolvido a partir: MiG-23
Tripulação: 1 Piloto
Comprimento: 17.06 m
Envergadura: váriavel asas fechadas 7.78 m, abertas 13.97 m
Altura: 5,00 m
Aréa das asas: fechadas 37.35 m2, abertas 34.16 m2
Peso vazio: 11.908 kg
Peso carregado: 20.300 kg
Peso máximo de decolagem: 20.670 kg
Motor: 1 turbina Khatchaturov R-29B-300 com pós combustão
Velocidade máxima: 1.350 km/h ao nível do mar, 1.885 km/h a 8.000 m
Alcance de combate: 780 km. podendo aumentar 540 km com com três tanques Kh-29 externos ou 225 km com dois kh-29
Alcance máximo: 2.500 km
Altitude de serviço: 14.000 m
Razão de subida: 200 m/s
Armamentos: 1 pod com canhão de 30 mm GSh-6-30 com 300 cartuchos, existem sete pontos para pods, um central, quatro sob a fuselagem e um em cada asa podendo trasnportar 4.000 kg de armamentos, seus misseis podem ser o Kh-23 (AS-7 Kerry), o Kh-25ML (AS-10 Karen), o missel ar-superficie Kg-25MP (AS-12 Kegler) e o missel anti-radar AS-9 Kyle, podendo carregar uma váriada gama de bombas como nuclear, táticas, queda livre e retadardas.

O MiG-27 foi desenvolvido no final dos anos 60 para cumprir uma exigência da então Aviação Soviética para um avião de ataque tático. A variação de produção do MiG-23BN de série decepcionou em serviço e foi substituída pelo MiG-27 Flogger. O MiG-27BM/BK incorporou nova aviônica, as versões BM/BK foram construídas para exportação designados como MiG-27BN. Em 2001 vários paíse operavam o MiG-27 entre eles Afeganistão, Angola, Bulgária, Cuba, Etiópia, India, Líbia e Sudão, os aviões da Bulgária receberam um melhoramento na aviônica de uma empresa local. Durante conflitos em dois MiGs-27 etíopes foram abatidos por artilharia. O MiG-27 foi desenvolvido como um caça-bombardeiro baseado no MiG-23BM. Junto com o Su-17, o MiG-27 reforçou o apoio tático a tropas em terra, entre 1991 a 1994 ambos foram retirados do serviço do russo. Os únicos operadores hoje de MiG-27 são Kazakhstão e a India, com os modelos MiG-27M Flogger J com o sistema de ataque PrNK-23M, sistema de ataque, sistema de armas que controla a precisão de armas guiadas a laser e mísseis ar-superficie guiados. Os MiGs-27 são capazes de bombardeios em qualquer tempo com um alto nível da exatidão. A India possui 165 MiGs-27M fabricados sob a licença, designado MiG-27Ls, equipando atualmente nove esquadrões de ataque de Força Aérea Indiana. Embora esteja dando prioridade ao melhoramento de seus MiG-21, a Força Aérea Indiana pretende manter sua força de MiGs-27 na ativa até 2020, com o estudo de um novo melhoramento do MiG-27, dando a ele capacidade de lançar bombas inteligentes e atacar a noite. O MiG-27 pode ganhar uma série de melhoramentos como sistema de guerra eletrônica, capacidade de reabastecimento em voo, sistema infravermelho de busca e reconhecimento Vicon.
Em 2000 aviões MiGs-27K foram incorporados a Força Aérea do Sri Lanka, tendo missões contra alvos estratégicos, bombardeio e apoio aéreo. Em agosto de 2000, um MiG-27 caiu perto do aeroporto internacional de Colombo, matando o piloto, devido a falha mecânica, em julho de 2001, um segundo MiG-27 foi destruído em terra durante um ataque de Forças Separatistas a LTTE, outro MiG-27 caiu no mar após defeito em junho de 2004. Os MiG-27 tiveram um papel crucial no Sri Lanka. Em 27 de maio de 1999, durante a guerra de Kargil, um MiG-27 indiano foi abatido junto com um MiG-21 por fogo inimigo na região da Kashimira, ambos pilotos ejetaram, mas um deles, o tenente K.Nachiketa foi capturado e mais tarde trocado por outro prisioneiro paquistanês, já o outro piloto acredita-se que sobreviveu a queda mas foi morto por soldados paquistaneses. Em meados de fevereiro de 2010, a India parou sua frota inteira de MiGs-27, desativando-os em 16 fevereiro de 2010 em Siliguri, Bengal ocidental. Defeitos elétricos e acidentes foram atribuídos aos motores R 29 dos aviões, verificados durante uma revisão pela Hindustan Aeronáutica Limitada. Desde 2001, a Força Aérea Indiana perdeu 13 MiGs-27. Os MiGs-27 Flogger do Kazakhistão ainda estão em serviço.