" Criei um aparelho para unir a humanidade, não para destruí-la. " - Santos Dumont

" Um prisioneiro de guerra é um homem que tentou matá-lo, não conseguiu e agora implora para que você não o mate. " - Winston Churchill
" Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus - Albert Einstein
" O objetivo da guerra não é morrer pelo seu país, mas fazer o inimigo morrer pelo dele - George S. Patton. "
" Só os mortos conhecem o fim da guerra " - Platão
"Em tempos de paz, os filhos sepultam os pais; em tempo de guerra, os pais sepultam os filhos." - Herodes

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Kfir - Israel Aircraft Industries

Tipo: Caça bombardeiro
País de origem: Israel
Fabricante: Israel Aircraft Industries
Primeiro voo: Junho de 1973
Inicio do serviço: 1975
Retirado de serviço: em 1996 de Israel
Status: ainda operacional
Primeiros usuários: Força Aérea de Israel, Marinha Americana, Força Aérea Colombiana e Força Aérea de Sri Lanka
Total produzido: cerca de 220
Custo unitário: U$ 4.5 milhões
Desenvolvido a partir: IAI Nesher
Tripulação: 1
Comprimento: 15.65 m
Envergadura: 8.22 m
Altura: 4.55 m
Aréa das asas: 34.8 m²
Peso vazio:  7,285 kg
Peso carregado: 11,603 kg
Peso máximo de decolagem: 16,200 kg
Motor: 1 turbina General Electric J-79-J1E
Empuxo: 5.434 kg 
Empuxo com pós-combustão: 8.119 kg 
Velocidade máxima: 2.440 km/h a 11.000 m 
Alcance de combate: 768 km 
Altitude de serviço: 17.680 m 
Razão de subida: 233 m/s
Armamentos: 2 canhões DEFA 553 de 30 mm com 140 cartuchos cada, pode transportar pods de foguetes Matra JL-100 com 19 foguetes SNEB de 68 mm, com 2 misseis AIM-9 Sidewinders ou Shafrir ou Python,  2 misseis  Shrike ARMs ou 2 misseis AGM-65 Maverick e na configuração de ataque ao solo pode carregar 5.775 kg de bombas em nove pontos externos, as bombas variam dos modelos Mark 80, Paveway, Griffin LGBs, TAL-1, TAL-2, CBUs, BLU-107 e com pods de reconhecimento e tanques extras de combustivel.

O Kfir Israelense é um avião de combate para qualquer tempo, multi-emprego, construído com base na fuselagem modificada do Mirage 5 da Dassault, com aviônica Israelense e um motor turbojato da General Electric J79. O projeto inicial usava um Mirage IIIC da Dassault como base do desenvolvimento do Kfir, pois o Mirage IIICJ era um caça para qualquer tempo, com asa em delta, sendo o primeiro avião a atingir Mach 2 adquirido por Israel e constituia a espinha dorsal da IAF ( Força Aérea de Israel ) durante os anos 60, até a chegada do A-4 Skyhawk e mais importante ainda, o F-4 Phantom II. Já o Mirage IIICJ provou ser extremamente eficaz no papel de superioridade aérea, mas seu curto alcance em combate impôs algumas limitações em seu uso como avião de ataque ao solo.
Assim, em meados dos anos 60, a pedido de Israel, a Dassault Aviation começou a desenvolver o Mirage 5, uma versão de ataque ao solo do Mirage III. Depois das sugestões feitas pelos Israelenses, a aviônica avançada situada atrás da cabine do piloto foi removida, permitindo que os aviões aumentassem sua capacidade de combustível e reduzissem custos de manutenção. Em 1968, a Dassault tinha terminado a produção de 50 Mirage´s 5J para Israel, mas um embargo imposto pelo governo francês em 1967 impediu que Dassault entregasse os aviões. Israel respondeu produzindo uma cópia não autorizada do Miragem 5, o Nesher, com especificações técnicas para a fuselagem e motor obtidos pela inteligência de Israel, que mais tarde se tornaria o Kfir.
O Kfir entrou em serviço na IAF em 1975, seu papel era a de superioridade aérea, junto com os F-15 Eagle entregues a Israel em 1976. O batismo de fogo em combate do Kfir foi em 9 de novembro de 1977, durante voo sobre um acampamento de treinamento em Azia, no Líbano. A única vitória aérea confirmada do Kfir a serviço da IAF ocorreu em 27 de junho de 1979 quando um Kfir C.2 abateu um MiG-21 sírio. Antes da invasão Israelense ao sul do Líbano em 1982 a IAF usava seus F-15s e F-16s para papéis de superioridade aérea e os Kfirs para realizar missões de escolta. Pouco depois, todos os Kfir C.2s passaram para a versão C.7, com o aumento da carga útil, o Kfir passaram para seu novo papel de caça-bombardeiro. Durante a segunda metade dos anos 90, o Kfirs de Israel foram retirados de serviço, após quase vinte anos de serviço. Até 2006, o IAI Kfir foram exportados para Colômbia, Equador e Sri Lanka e ainda permanecem em serviço. Os Estados Unidos utiliza o Kfir como treinador no Strike Fighter Tactics da Marinha Americana no esquadrão Agressors, chamado popularmente de TOPGUN.

sábado, 5 de junho de 2010

FLARE dispositivo de defesa e proteção

UM AC-130U SPOOKY DISPARANDO SEUS FLARES
Flare dispositivo de defesa e proteção
O Flare é uma contramedida defensiva aérea, contra armamentos que utilizam a guiagem infravermelha, como mísseis terra-ar e ar-ar. Os Flares geralmente são compostos de elementos pirotécnicos como o magnésio ou outro metal explosivo e de fácil queima, com a temperatura que chega próximo ao de exaustão de um motor, dessa maneira o missil guiado por infravermelho procura a assinatura de calor do Flare ao invés do calor dos motores das aeronaves.
Ao contrário dos mísseis guiados por radar os guiados por infravermelho são dificieis de serem detectados pelos radares dos aviões, já que não emitem sinal radar detectável e são geralmente disparados na campo de visão traseiro da aeronave, por conta da posicção dos motores. Na maior parte dos casos os pilotos precisam confiar em seus alas ou co-pilotos para alerta-los sobre um ataque. A maioria dos misseis de infravermelho são de curto alcance e baixa altitude, um novo sistema eletro-óptico é capaz de detectar a emissão térmica do motor do missil que está atacando a aeronave. Uma vez detectado o míssil infravermelho ocorre o disparo dos Flares da aeronave de modo manual ou automático, já a aeronave se afasta do local em um ângulo contrário a trajetória do míssil como este H-60 Seahawk , reduzindo a potência do motor na tentativa de refrigerar a assinatura térmica, dessa maneira o missil se confunde com a mudança brusca de emissão térmica do motor da aeronave e acaba buscando a emissão térmica do Flare.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

9K38 Igla ''SA-16 Gimlet''

Tipo: Sistema portátil anti-aéreo
País de origem: União Soviética
Em serviço: desde 1983 até hoje
Fabricante: KBM
Custo unitário: 60.000 a 80.000 doláres em 2003











Especificações:
Peso do equipamento: 18 kg
Ogiva: 1.17 kg com 390 g de explosivo HMX um dos explosivos quimicos mais poderosos
Peso do missel: 10.8 kg
Comprimento: 1.57 m
Diâmetro: 72 mm
Mecanismo de detonação: de contato e aproximação
Motor: foguete com combustível sólido
Alcance: 5.2 km
Altitude de voo: 3.5 km
Velocidade: 800 m/s a 2.817 km/h
Sistema de guiagem: infravermelho

O Igla 9K38 é um sistema de arma portátil infravermelha para uso anti-aéreo construido pela Empresa Russa KBM, chamado pela OTAN de ''Grouse'', sua versão anterior é conhecida como Igla-1 ou SA-16 Gimlet 9K310. O desenvolvimento desta arma portátil de defesa aérea de curto alcance em 1972, com o objetivo principal de melhorar a resistência contra medidas eletrônicas de seus alvos. O 9K310 Igla-1 e seu sistema de mísseis 9M313 foram aceitos em serviço no exército soviético, em 11 de Março de 1981. As principais diferenças do Strela-3 incluiam o sistema de Identificação amigo ou inimigo criado para evitar disparos contra aviões amigos, disparo automático, elevação para facilitar o disparo com isso reduziria o campo de tiro, um foguete um pouco maior reduzindo o arrasto, melhor sistema de orientação para que houvesse um aumento no alcance e melhor desempenho contra alvos manobráveis e rápidos, com isso o alvo seria atingido na fuselagem e não mais no bocal da turbina do avião. A combinação de detonação de proximidade com o do infravermelho, junto ao restante do combustivel do missel seria de grande impacto contra o alvo, sendo as contramedidas eletrônicas e de proteção como chaffs e flares do alvo, praticamente nulas contra o missel do Igla.
Segundo o fabricante, testes na África do Sul provavelmente em algum dos conflitos naquela aréa mostraram que o Igla é superior ao missel Americano FIM-92A Stinger. No entanto, outros testes na Croácia afirmam que o Igla tem um menor tempo de voo e alcance, mas sua eficácia é igual ao do Stinger. A probabilidade de acerto do Igla fica entre 30% a 48% contra alvos desprotegidos que é reduzida para 24% na presença de flares e proteção eletrônica, já contra um caça F-4 Phantom II o fabricante afirma que a porcentagem de acerto fica em 59% com alvo fixo e de 44% com o uso pelo alvo de contramedidas ou manobras evasivas.
O uso em combate mais notável do Igla modelo SA-16 foi durante a Guerra do Golfo, em 17 de janeiro de 1991, após uma missão de bombardeio, um Panavia Tornado da RAF foi abatido por Forças Iraquianas. Já em 1995, um Mirage 2000 Francês foi abatido sobre a Bósnia por um Igla 9K38 disparado por unidades de defesa aérea do Exército da República da Sérvia.
A seguir as versões do Igla: Igla-1E versão para exportação / Igla-1M versão melhorada do modelo, para uso soviético na década de 80 / Igla-1D versão para pára-quedistas e forças especiais com tubo de lançamento separado do míssel / Igla-1V versão para uso principalmnete contra helicopteros / Igla-1N versão com ogiva maior, com uma pequena redução na velocidade / Igla-1A segunda versão para exportação / Igla-1S a mais nova variante, com maior alcance, mais sensível, melhor resistência a contra medidas recentes e uma ogiva maior.
E para finalizar em 12 de agosto de 2003, como resultado de uma operação policial com cooperação de americanos, britânicos e russos, Hemant Lakhani , um britânico , foi preso ao tentar entrar nos Estados Unidos com um modelo antigo do Igla, interrogado ele disse que tinha intenção de abater o Air Force One , o avião presidencial americano ou um avião comercial e que planejava comprar outras 50 dessas armas.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Bell P-39 Airacobra

Tipo: Caça-bombardeiro monoplace
Fabricante: Bell Aircraft
Primeiro voo: 6 de abril de 1938
Inicio do serviço: 1941
Retirado de serviço: em 1951 na Itália
Primeiros usuários: Exército Americano, Força Aérea Soviética e Real Força Aérea
Produção: de 1940 a maio de 1944
Total produzido: cerca de 10.000
Custo unitário: U$ 50.666 em 1944
Variante: XFL Airabonita / P-63 Kingcobra
Dados do (P-39Q)
Tripulação: 1 ( piloto )
Comprimento: 9.20 m
Envergadura: 10.40 m
Altura: 3.80 m
Aréa das asas: 19.8 m²
Peso vazio: 2.425 kg
Peso carregado: 3.347 kg
Peso máximo de decolagem: 3.800 kg
Motor: 1 Allison V-1710-85, refrigerado a agua, V-12, 1.200 cavalos
Velocidade máxima:605 km/h
Alcance: 840 km
Altitude de serviço: 10.700 m, pode atingir 15.000 m em 4m e 50s
Razão de subida: 19 m/s
Armamentos: 1 canhão M4 de 37 mm com 30 cartuchos atirando atraves do cubo da hélice ( na RAF este canhão foi substituido por um de 20 mm com 60 cartuchos, 2 metralhadoras .50 de 12.7 mm com 200 cartuchos cada no nariz em sincronismo com a hélice, 4 metralhadoras .30 de 7.62 mm duas em cada asa com 150 cartuchos cada e suporte sob a fuselagem para uma bomba de 227 kg.

Aparentemente convencional, o P-39 estava equipado com um motor colocado atrás da cabine, acionando a hélice atraves de um longo eixo de transmissão, dando espaço dianteiro para que houvesse um maior poder de fogo e fornecendo ao piloto uma melhor visão frontal do que nos outros caças. Esse modelo de aeronave exigiu um trem de pouso triciclo, sendo o primeiro monomotor americano com esse tipo de equipamento. Em serviço já em 1941 era o mais avançado caça que a Força Aerea Americana no inicio da guerra, apesar da decisão de não o equipar com um turbo compressor, oque prejudicou o seu desempenho limitando seu uso em altitudes de até 5.200 m. Sua estrutura robusta e seu grande poder de manobra fizeram dele um poderoso avião de ataque ao solo. Obteve grande sucesso na África do Norte e no Extremo Oriente. Cerca de 4.773 aviões foram entregues a União Soviética, que usaram em combates aéreos e o segundo maior ás da União Soviética utilizou o P-39, já na Aviação Americana o P-39 foi principalmente utilizado no Pacifico, onde a oposição de caças inimigos era menor do que na Europa.
Em setembro de 1940, a Grã-Bretanha requisitado 386 P-39Ds (modelo 14), com um canhão de 20 mm e seis metralhadoras de 7.7 mm. A RAF pediu um total de 675 P-39s. Entretanto, depois que o primeiro Airacobra chegou em setembro de 1941, foram realizados testes e descobriram que o P-39 tinha curto alcance e desempenho ruim em altitudes usadas pela RAF nos teatros europeus, somente 80 deles foram utilizados no esquadrão 601 onde serviriam. Já a Grã-Bretanha transferiu aproximadamente 200 P-39s para União Soviética. Por volta de 200 aviões da RAF foram entregues aos Estados Unidos após o ataque a Pearl Harbor, sendo posteriormente enviados a Quinta Força Aérea Austráliana, para o serviço no Pacífico. Entretanto a produção atrasada dos modelos N e Q mantiveram uma velocidade superior a 604 km/h com uma altitude operacinal de 6.100 m, dessa maneira podia alcançar em mergulho o Spitfire, mas sempre obedecendo a recomendação de velocidade em mergulho que era de 764 km/h. A posição do motor era ideal para ataques ao solo, tendo em vista que os tiros atingiam a frente do avião, ficando o motor potegido na parte de trás da aeronave, mas ficava muito vulnerável a ataques traseiros vindos de outros aviões. Antes do ataque a Pearl Harbor, quase 600 aviões haviam sido construídos, ao final da produção dos P-39 em agosto de 1944, a Bell tinha construído quase 10.000 aviões. Houve vários modelos e protótipos construidos pela Bell, o XP-39-BE um protótipo com motor Allison V-1710-17 com 1.150 cavalos, com turbo compressor, 2 metralhadoras de 12.7 mm e 1 canhão de 25 mm / YP-39 com motor Allison V-1710-37 com 1090 cavalos, armado com 1 canhão de 37 mm, 4 metrlhadoras sendo 2 de 12.7 mm e 2 de 7.62 mm / YP-39A para grandes altitudes com motor Allison V-1710-31 com 1.150 cavalos / XP-39B com motor Allison V-1710-37 de 1.090 cavalos, houve várias mudanças na estrutura, inclusive a instalação de um turbo compressor / P-39C com motor Allison V-1710-35 de 1.150 cavalos, 1 canhão de 37 mm, 4 metralhadoras sendo 2 de 12.7 mm e 2 7.62 mm, melhor blindagem e tanques de combustivel extras / Airacobra IA com motor Allison V-1710-E4 de 1150 cavalos, 1 canhão de 20 mm, 4 metralhadoras sendo 2 de 12.7 mm e 2 de 7.7 mm / P-39D-BE melhor blindagem e tanques extras de combustivel, 1 canhão de 37 mm, 2 metralhadoras de 12.7 mm e 4 metralhadoras de 7.62 mm / P-39D-2 com motor Allison V-1710-63 de 1.325 cavalos, 1 canhão de 37 mm, tanque extra de 549 litros ou 1 bomba de 227 kg / P-39D-3 com câmeras de reconhecimento sob a fuselagem e melhor blindagem /
XP-39E três protótipos testados com motor Continental I-1430-1 de 2.100 cavalos e motor Allison V-1710-47 de 1.325 / TP-39F-1 convertido para treinamento com dois assentos e sem armamento / P-39L-1BE contruidos para a União Soviética / P-39L-1 modificado para uso de foguetes, sob as asas, 250 produzidos, sendo estes modelos os principais.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Aichi D3A '' Val ''


Tipo: Bombardeiro de mergulho embarcado
Fabricante: Aichi Kokuki KK
Primeiro voo: Janeiro de 1938
Inicio do serviço: 1940
Primeiro usuário: Marinha Imperial Japonesa
Total produzido: 470 D3A1 e 1.016 D3A2
Tripilação: 2 (piloto e operador de rádio/artilheiro)
Comprimento: 10.2 m
Envergadura: 14.37 m
Altura: 3.8 m
Area das asas: 34.9 m²
Peso vazio: 2.570 kg
Peso máximo de decolagem: 4.122 kg
Motor: 1 Mitsubishi Kinsei 54, radial, de 1.300 hp
Velocidade máxima: 430 km/h
Alcance: 1.352 km
Altitude de serviço: 10.500 m
Razão de subida: 8.62 m/s
Armamento: 2 metralhadoras fixas de 7.7 mm, 1 metrlhadora móvel de 7.7 mm na parte traseira da cabine e uma bomba de 250 kg sob a fuselagem e 2 sob as asas cada uma com 60 kg .

O Aichi D3A chamado de Val pelos aliados, tornou-se um dos mais conhecidos bombardeiros da história. Era um bombardeiro de mergulho embarcado na Marinha Imperial Japonesa nas fases iniciais da guerra, participou em quase todas as ações, incluindo Pearl Harbor. O projeto do Aichi começou com as asas elípticas usadas no Heinkel He 70. O primeiro protótipo usava um motor Hikari de baixa potência com 710 cavalos, o segundo recebeu um motor Kinsei 3 de 840 cavalos, sua capota foi remodelada, a cauda vertical foi ampliada para ajudar a estabilidade direcional, aumentaram a extensão e seções de bordo de ataque e os freios de mergulho foram reforçados, a partir dai o D3A provou ser melhor que seus rivais.
Em dezembro 1939, a Marinha requisitou os aviões do tipo 99 para uso em bombardeios, tais modelos tinham asas ligeiramente menores e aumentaram a potência do motor chegando a 1.070 cavalos no modelo Kinsei 44, o problema direcional da instabilidade foi resolvido finalmente com o encaixe de uma aleta dorsal longa. O D3A1 começou seu serviço a bordo do porta-aviões Akagi e Kaga durante 1940, quando um pequeno número de aviões atacaram alvos em território chinês. Começando com o ataque de Pearl Harbor neste dia foram utilizados 129 ''Val'', o D3A1 participou em todas as operações japonesas nos primeiros 10 meses da guerra. Conseguiram a fama durante a invasão do Oceano Índico em abril 1942 quando os D3A1s atingiram 80% das bombas lançadas durante ataques aos cruzadores britânicos HMS Cornualha e Dorsetshire e o porta-aviões HMS Hermes. Em junho de 1942, entrou em serviço uma versão melhorada do D3A o modelo 12, com motor Kinsei 54 de 1.300 cavalos, com alcande maior devido ao aumento do tanque de combustível com capacidade de 900 litros, sendo capaz de proteger as Ilhas Salomão. Quando as forças americanas retornaram as Filipinas em 1944, os D3A2s baseados em terra, tiveram pesadas perdas. Muitos D3A1s e D3A2s foram operados por unidades de treinamento no Japão, e diversos foram modificados com controles duplos como o tipo 99 modelo 12 da Marinha para instrução de bombardeiro (D3A2-K). Durante o último ano da guerra os D3A2s foram usados em missões kamikaze. Em 1945, guerrilheiros indonésios capturaram numerosas bases aéreas Japonesas e vários D3A "Val" foram capturados. Mas a maioria dos aviões foram destruídos entre 1945 e 1949 já que a Indonésia foi invadida por inimigos durante esse periodo.

domingo, 30 de maio de 2010

Aérospaiale SA 341/2 Gazelle

Tipo: Helicoptero de ataque, antitanque e patrulha
Fabricante: Aérospatiale Westland
Primeiro voo: 7 de Abril de 1967
Inicio do serviço: 1973
Status: ainda em serviço
Primeiros usuários: Exercito Francês, Exército Britânico, Força Aérea Sérvia e do Egito
Total produzido: cerca de 1775
Desenvolvido a partir: do Aérospatiale Alouette III
Tripulação: 5 ( piloto, co-piloto e 3 passageiros )
Comprimento: 11.97 m
Diâmetro do rotor: 10.5 m
Superficie de rotação do rotor principal: 86.5 m²
Altura: 3.15 m
Peso vazio: 908 kg
Carga útil: 1.800 kg
Motor: 1 turbina Turbomeca Astazou IIIA, 440 kW (590 hp)
Velocidade máxima: 310 km/h
Velocidade de cruzeiro: 264 km/h
Alcance: 670 km
Altitude de serviço: 5.000 m
Razão de subida: 9 m/s
Armamento: um canhão GIAT M621 de 20 mm, 4 misseis anti-tanque Euromissile HOT ou 4 misseis anti-tanque SAGGER ou 2 misseis SA-7 GRAIL

Desenvolvido pela Westland e pela Aerospatiale, o Gazelle teve sucesso internacional, sendo usado em missões anti-tanque, de reconhecimento, transporte VIP entre outros. Criado para substituir o Aloutte II, os 500 primeiros exemplares entraram em serviço nos exércitos da França e Inglaterra em 1973. Ao longo do tempo foram entregues mais 500 exemplares a mais de 25 países. Sendo amplamente usado em vários conflitos recentes. Na Guerra da Malvina em 1982 os Gazele AH.MK 1 do Corpo do Exército Britânico cumpriram missões de reconhecimento e resgate aéreo, sendo que a maioria não voou com armas a bordo, alguns poucos Gazelle transportaram canhões e foguetes. Os Gazelles Sírios conseguiram algumas vitórias contra tanques israelenses Merkava durante o conflito contra o Líbano.
Já os Gazelle Iraquianos participaram da guerra contra o Irã nos anos 80. Os Gazelle do Corpo do Exército Inglês, Francês e do Kuwait participaram da Guerra do Golfo acompanhando suas respectivas forças terrestres no território inimigo. O Kuwait comprou 20 Gazelles da versão SA 342K, equipados com pods para vários tipos de armas, utilizados na invasão do Iraque em 1991. Já França empregou 14 helicopteros da versão SA 341 armados com canhões para escolta e 60 da versão SA 342M nas missões anti-tanque, com um saldo de 187 misseis HOT lançados contra tanques iraquianos.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Junkers Ju 88



Tipo: Bombardeiro de mergulho, tático e pesado,
caça noturno e torpedeiro
Fabricante: Junkers
Primeiro voo: 21 Dezembro de 1936
Inicio do serviço: 1939
Retirado do serviço: 1951 ( França )
Primeiro usuário: Luftwaffe
Total produzido: cerca de 15.000
Variantes: Junkers Ju 188
Tripulação: 4
Comprimento: 14.36 m
Envergadura: 20.08 m
Altura: 5.07 m
Area das asas: 54.7 m²
Peso carregado: 8.550 kg
Peso máximo de decolagem: 14.000 kg
Motores: 2× motores Junkers Jumo 211J, refrigerado a liquido, V-12 invertido, com 1.401 cv cada
Velocidade máxima: 510 km/h a 5.300 m
Alcance: 2.430 km somente com combustivel interno
Altitude de serviço: 9.000 m com peso máximo
Armamentos: 1 metralhadora de 7.92 mm MG 81J com 1.000 cartuchos móvel na frente do avião , 2 metralhadoras de 7.92 mm MG 81J com 1.000 cartuchos cada móvel montado em cima da cabine e 1 metralhadora de 7.92 MG 81Z com 3.000 cartuchos montada abaixo da fuselagem com mira para trás. Cerca de 3.600 kg de bombas internas e externas ou 2 torpedos



O Ju 88 foi um dos aviões mais versáteis da Segunda Guerra Mundial, convertido originalmente de um avião de passageiros civil, foi usado praticamente em todo tipo de combate. Em todas suas versões foi capaz de atender a todo tipo de serviço que incluia bombardeiro de mergulho, bombardeiro convencional, caça noturno, interceptador diurno, reconhecimento fotográfico, destróier de tanques e até mesmo avião não tripulado.
A produção do Ju 88 foi dividida entre um grande número de sub-contratados diferentes incluindo a Arado, Dornier, Heinkel, Henschel e Volkswagen. Durante bombardeiros de mergulho o piloto mirava, em um ângulo de 60°, já no bombardeio convencional o copiloto usava a mira do nariz, o engenheiro de voo, que sentava atrás do piloto, manejava as metralhadoras superiores da traseira.
O Ju 88 entrou em combate pela primeira vez em setembro de 1939 contra as forças navais britânicas, quase 5.000 Ju 88 foram preparados para a invasão da Rússia em junho de 1941.
A grande autonomia deste avião tornou possivel longas noites de patrulha sobre a Inglaterra e África do Norte. Mais tarde usado como caça-bombardeiro, foi instalado no Ju 88 um conjunto de canhões que podia atirar em um ângulo de 60°. Possuia um radar de curto alcance Lichtenstein para detectar bombardeiros aliados a noite. Usado como caça noturno foi responsável por abater um grande número de bombardeiros da RAF. Isto foi conseguido com o retorno de sinal de aviso radar cauda da RAF, os caças noturnos seguiam o sinal para atacar a parte inferior totalmente desprotegida dos Lancaster. Novos projetos depois de 1943 aumentaram a velocidade máxima para mais de 644 km/h. Durante seu serviço de 1939 a 1945, foram produzidos cerca de 10.000 Ju 88, em 10 variantes com 104 protótipos.
Operadores do Ju 88: Bulgária, Finlândia Junkers Ju 88 A-4, França operava um Ju 88 capturado em Toulouse, Hungria, Itália, Romênia, RAF um Junkers Ju 88 capturado, União Soviética um Ju 88 capturado e Espanha cerca de 15 aeronaves.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Mikoyan-Gurevich MiG-21 "Bis"

Tipo: Caça
Fabricante: Mikoyan-Gurevich OKB
Primeiro voo: 14 Fevereiro de 1955
Inicio do serviço: 1959 (MiG-21F)
Retirado do serviço: 1990 (na Russia)
Status: ainda em uso em alguns países
Primeiros usuários: União Soviética, Romênia e Vietnã
Producão: de 1959 a 1985
Total produzido: cerca de 11.496 (10,645 na União Soviética, 194 na Tchecoslováquia e 657 na India)
Variantes: Chengdu J-7
Tripulação: 1
Comprimento: 15.0 m
Envergadura: 7.15 m
Altura: 4.12 m
Area das asas: 23.0
Peso vazio: 5.339 kg
Peso máximo: 8.725 kg
Motor: 1 × turbina Tumanskiy R25-300, 4.100 kg de empuxo sem pós combustão e 7100 kg de empuxo com pós combustão
Velocidade máxima: 2.350 km/h
Alcance: somente com combustivel 1.210 km
Altitude de serviço: 17.800 m
Razão de subida: 225 m/s
Armamentos: 1 canhão GSh-23 interno de 23 mm, 2 misseis K-13A (R-3R) ou 4 misseis Molniya R-60 AAM, 2 bombas de 500 kg cada

O Mikoyan-Gurevich MiG-21 chamado de "Fishbed" pela OTAN entre outros nomes códigos, é caça supersônico, projetado pela Mikoyan-Gurevich da então União Soviética. Apelidado de "lápis" pelos pilotos poloneses devido à forma de sua fuselagem. As primeiras versões são consideradas de segunda geração, já as mais atuais de terceira geração. Por volta de 50 países em quatro continentes voaram com o MiG-21, e ainda está em uso em diversos países. É o caça mais produzido na história da aviação e o avião de combate mais produzido desde a Guerra da Coréia, e sendo o avião de combate com o maior tempo de produção de 1959 a 1985.
Na Força Aérea Indiana (IAF) estima-se que de 1993 a 2002 houveram cerca de 283 acidentes com a morte de 100 pilotos, a IAF perdeu pelo menos 116 aeronaves por diversos defeitos, já em combate perderam cerca de 81 aeronaves desde 1990.
Durante a Guerra do Vietnã o Mig-21 foi muito usado contra os Estados Unidos, segue as perdas de ambos os lados, somente aviões abatidos pelo Mig-21:
1966: 6 MiG-21 perdidos contra 7 F-4 Phantom e 11 F-105 Thunderchiefs
1967: 21 MiG-21 perdidos conytra 17 F-105 Thunderchiefs, 11 F-4 Phantom, 2 RF-101 Voodoos, 1 A-4 Skyhawk, 1 F-8 Crusader, 1 EB-66 Destroyer e outras três aeronaves não identificadas.
1968: 9 MiG-21 perdidos contra 17 aeronaves americanas.
1969: 3 MiG-21 perdidos contra 1 UAV Firebee.
1970: 2 MiG-21 perdidos contra 1 F-4 Phantom e 1 CH-53 Sea Stallion.
1972: 51 MiG-21s perdidos contra 53 aeronaves perdidas pelos Estados Unidos incluindo 2 B-52 Stratofortress. Sendo que a Força Aérea Norte Vietnamita em 1972 perdeu 34 MiG-21, 9 MiG-17 e 9 MiG-19.
O Mig 21 foi usado em muitas guerras, como a da India-Paquistão, Guerra de Kargil, Guerra do Vietnã, Conflito Arábe-Israel, Líbia e Egito, Guerra Civil Angolana e na Primeira e Segunda Guerra do Congo.
Houve programas de modernização dos Mig-21, a Rússia oferece um pacote de melhoramento mudando os modelos antigos do MiG-21 para o padrão MiG-21-93, que inclui melhor aviônica, instalação do radar de Kopyo pulso-doppler, versão menor do radar de N010 Zhuk usado pelo MiG-29, que permite o uso de armas modernas tais como o míssil Vympel R-77 um missel de alcance além do campo visual, sua nova aviônica permite seguir vários inimigos ao mesmo tempo. Outro melhoramento inclue a instalação de uma dupla tela HUD, com designador de alvo montado no capacete e de sistemas de controle de voo avançados. Além de programas como o MiG-21-2000 versão de exportação, fabricado pela Israel Aerospace Industries, MiG-21 LanceR versão proposta pela Elbit de Israel e a Aerostar SA da Romênia para a Força Aérea Romena, o programa IAF MiG-21 Bison proposto para a India e exportação, com iniciativa da Rússia, permite a cooperação entre caças Indianos Mig-21 e Americanos F-15 e F-16 durante exercicios aéreos entre India-Estados Unidos e o com novo motor Klimov RD-33, versão está do Mig-21 que em simulação provou ser melhor em dogfight do que o F-16.

domingo, 18 de abril de 2010

Northrop P-61 Black Widow

Tipo: Caça noturno
País de origem: Estados Unidos
Fabricante: Northrop
Primeiro voo: 26 de maio de 1942
Inicio do serviço: 1944
Retirado do serviço: 1952
Primeiros usuários: Exécito Americano e Força Aérea Americana
Total produzido: 742
Custo unitário: US$ 190.000
Variantes: F-15 Reporter
Tripulação: 2 a 3 (piloto, operado de radar e artilheiro opcional)
Comprimento: 15.11 m
Envergadura: 20.12 m
Altura: 4.47 m
Area das asa: 61.53 m²
Peso vazio: 10,637 kg
Peso carregado: 13,471 kg
Peso máximo de decolagem: 16,420 kg
Motores: 2× Pratt & Whitney R-2800-65W Double Wasp, motor radial, 2.250 cv cada
Diâmetro das hélices: 3.72 m
Capacidade de combustível: interna 2.423 litros e um tanque sob a fuselagem de 625 litros ou 1.173 litros em dois tanques sob as asas
Velocidade máxima: 589 km/h a 6.095 m
Alcance de combate: 982 km
Alcance máximo: 3.060 km com quatro tanques externos
Altitude de serviço: 10,600 m
Razão de subida: 12.9 m/s - alcançava sua altitude operacional a 6.100 m em 12 minutos
Armamentos: 4 metralhadoras de 20 mm Hispano M2 sob a fuselagem, com 200 cartuchos cada, 4 metraladoras .50 de 12.7 mm M2 Browning em uma torreta controlada pelo artilheiro sobre a fuselagem, com 560 cartuchos cada, podendo transportar quatro bombas de 726 kg cada, ou uma única bomba de 1.000 kg sob a fuselagem ou seis foguetes de 127mm com ogivas de 21kg que podia destruir tanques, trens e grandes depósitos,
Aviônicos: um radar de busca SCR-720 (AI Mk.X) e um radar de alerta de ataque traseiro SCR-695
O P-61 Black Widow da Northrop foi o primeiro avião militar operacional dos Estados Unidos projetado especificamente para uso com radares, de construção metálica e bimotor. Sendo utilizado na Europa, Pacífico e Mediterrâneo em missões noturnas pela Força Aérea e Exército Americano durante a Segunda Guerra Mundial, substituindo aviões britânicos neste tipo de tarefa, devido a seu novo radar. O P-61 foi modificado e designado F-15 Reporter para missões de reconhecimento, sendo o último avião a pistão de foto reconhecimento do mundo, projetado e produzido para a Força Aérea Americana.
O P-61 possuia um radar modelo SCR-720A montado com um transmissor de rádio instalado no nariz do avião, com capacidade de intercepção aérea, tendo uma alcance de até 8 quilometros. O operador de radar do P-61 seguia o alvo através do radar e dirigia o piloto até o alvo, uma vez próximo do alvo o piloto utiliza em seu painel um instrumento que era possivel seguir e engajar no alvo, pronto para abate-lo.
Acredita-se que o último avião inimigo abatido antes da rendição japonesa, tenha sido atingido por um P-61B-2 do 548th, era um avião japônes Nakajima Ki-44 "Tojo" em 14 Agosto de 1945 embora acredita-se que o Ki-44 " Tojo" ao perceber o P-61 tentou uma série de manobras evasivas que terminaram com a colisão com o mar, ficando os pilotos americanos sem o crédito dessa vitória.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sikorsky MH-53 Pave Low - Super Jolly Green Giant

Tipo: Transporte pesado e resgate
Fabricante: Sikorsky Aircraft
Retirado de serviço: 30 de Setembro de 2008
Usuário: Força Aérea Americana
Total produzido: 72
Custo unitário: U$ 40 milhões / versão J
Desenvolvido a partir: CH-53 Sea Stallion
Versão: MH-53 J
Tripulação: 6 (dois pilotos, dois engenheiros de voo e dois artilheiros)
Capacidade: de 37 a 55 soldados
Comprimento: 28 m
Diâmetro do rotor: 21,9 m
Altura: 7,6 m
Peso vazio: 14.515 kg
Peso máximo de decolagem: 21,000 kg
Motores: 2× turbinas T64-GE-100 com 3.230 kW de potência cada
Sistema do rotor: 6 pás
Velocidade máxima: 315 km/h
Velocidade de cruzeiro: 278 km/h
Alcance: 1.100 km podendo aumentar com reabastecimento em voo
Altitude de serviço: 4.900 m
Armamento: 3 metralhadoras 7.62 mm ou .50 de 12.7 mm montados nas laterias e rampa


O Sikorsky MH-53 Pave Low é um helicoptéro de busca e salvamento de longo alcance a serviço da Força Aérea Americana. Desenvolvido a partir do HH-53B/C Sea Stallion e do HH-53 Super Jolly Green Giant que substituiria o HH-3 Jolly Green Giant, a frota de MH-53J/M foi aposentada em setembro de 2008 sendo substituido pelo CV-22B Osprey. A Força Aérea Americana requisitou as versões B e C de busca e salvamento e desenvolveu a versão J para missões especiais. A missão principal do Pave Low era a de penetração a baixa altitude, longo alcance, de dia ou a noite, em qualquer tempo, para a infiltração, extração e o reabastecimento de tropas em operações especiais. Em suas missões o MH-53 trabalha frequentemente com o MC-130H para a navegação, comunicações e a sustentação de combate, com o apoio de MC-130P para o reabastecimento em voo. Sua versão anterior o H-3 Jolly Green Giant foi usado na guerra de Vietnã para operações de combate e busca e salvamento. A seguir suas várias versãos: o TH-53A - versão de treinamento da USAF, o HH-53B - busca e salvamento da USAF, o
CH-53C - versão de transporte pesado para a USAF 22 construidos, o HH-53C - "Super Jolly Green Giant", o S-65C-2 (S-65o) - versão de exportação para a Austria e Israel, o S-65-C3 - versão exportação para Israel, o YHH-53H - prototipo Pave Low I, o HH-53H - Pave Low II de infiltração noturna, tambem houve as versãoes a partir do H-53 o CH-53 Sea Stallion e CH-53E Super Stallion. Em 1966, a USAF o HH-53B, ficou caracterizado pelo tubo de reabastecimento retrátil do lado direito do nariz, tinha tanques externos com capacidade de 2.461 litros, um guancho na porta direita com um cabo de aço capaz de descer 76 m dentro da selva. Já o armamento era de três metralhadoras General Electric GAU-2/A de 7.62 mm. Com um radar de navegação Doppler na barriga. A tripulação era composta por um piloto, um co piloto, um chefe de grupo e dois artilheiros, executou missões de resgate e salvamento aeroespacial das capsulas e satélites após a reentrada, missões secretas e foto reconhecimento. A versão HH-53C dispensou os tanques auxiliares já que na versão B ficou comprovado que o tanque original de 1.703 litros era suficiente, outra mudança incluia melhor armadura e comunicação via rádio tanto com os C-130 de reabastecimento, aviões de ataque que apoiavam as missões de resgate e tripulações esperavam o salvamento em terra. Durante a guerra do Vietnã forma perdidos 17 HH-53 sendo 14 perdidos em combate, um abatido por um MiG-21 em 28 janeiro de 1970 em uma missão de resgate sobre o Laos e outros três em acidentes, ficando em serviço até o fim dos anos 80.O MH-53J Pave Low III é o maior e mais poderoso helicóptero de transporte da Força Aérea Americana, possui radar de acompanhamento do terreno, sensor infravermelho, sistema de navegação GPS, radar de terreno podendo voar a baixa altitude e evitar obstáculos em qualquer condição de tempo, por exemplo, a noite e com chuva. A missão principal do MH-53J é o embarque e desembarque de tropas especiais atrás das linhas inimigas. Igualmente pode acoplar na busca e nas missões de resgate do combate. Pode transportar 38 soldados e uma carga de 9.000 kg em seu gancho externo. Alcança uma velocidade de 266 km/h a uma altitude de 4.900 m. A última missão do MH-53 Pave Low foi em 27 de setembro de 2008, quando os ultimos seis helicópteros voaram em uma missão de combate com forças especiais no Iraque.
MH-53 FOTO 1,FOTO 2,FOTO 3,FOTO 4,FOTO 5,FOTO 6,FOTO 7,FOTO 8

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Raduga Kh-22 nome código na Otan AS-4 'Kitchen'

Tipo: Missel ar-superficie
Fabricante: Raduga
País de origem: Rússia
Tempo de uso: 1962 a 2007
Usuários: Rússia e Iraque
Peso: 5,820 kg
Comprimento: 11.65 m
Envergadura: 3.00 m
Diâmetro: 1.81 m
Ogiva: 900 kg explosivo ou nuclear de 350 a 1000 kT
Motor: foguete com combustível líquido
Propulsor: Hydrazine e IRFNA
Alcance operaional: 400 km
Velocidade: 2700 a 3000 km/h
Sistema de guiagem: radar ativo ou passivo com infravermelho
Plataforma de lançamento: aviões Tu-22M, Тu-22К e Тu-95К22

Este missel foi destinado para a destruição de alvos no mar ou alvos fixos em terra como pontes, represas e usinas elétricas. Seu desenvolvimento começou em 1958, os testes foram realizados no começo de 1962. O missel foi introduzido no inventário russo no fim dos anos 60. Os aviões Tu-22K, Tu-22M2/M3 e TU-95K-22 foram armados com o missel Kh-22 impulsinado por um propulsor R-201-300, o peso de lançamento do missel era de 5900 kg e o da ogiva era de 1000 kg, podendo atingir um alvo a 400 km. O míssil Kh-22 tinha três variações a Kh-22N com uma ogiva nuclear com orientação inércial, a Kh-22M com uma carga convencional para uso contra navios e com o uso de um radar ativo durante o estágio final de vôo e a versão Kh-22MP para uso contra radares da defesa aérea inimiga. Durante os testes experimentais entre 1995 e 1996 a versão Kh-22B tinha alcançado uma velocidade Mach 6 e uma altitude de aproximadamente 70 km.
Os primeiros kh-22 estavam em serviço no ano de 1962, a principal plataforma de lançamento é o Tu-22M ' Backfire',o Тu-22К ' Blinder-B' e o Tupolev Tu-95К22 ' Bear-G'.
RADUGA FOTO 1,FOTO 2,FOTO 3,FOTO 4,FOTO 5,FOTO 6,FOTO 7,FOTO 8

Beriev Be-12 Chayka nome código da Otan "Mail"

Tipo: Hidroavião de patrulha maritima e anti-submarina
Fabricante: Beriev
Primeiro voo: Outubro de 1960
Inicio do serviço: 1964
Status: ainda operacional em alguns paises
Primeiro usuario: Aviação naval soviética
Total produzido: 143
Desenvolvido a partir: Beriev Be-6
Tripulação: Quatro
Comprimento: 30.11 m
Envergadura: 29.84 m
Altura: 7.94 m
Aréa das asas: 99.0 m²
Peso vazio: 24,000 kg
Peso carregado: 29,500 kg
Peso maximo de decolagem: 36,000 kg
Motor: 2× Ivchenko Progress AI-20D turbo propulssores, de 3,864 kW (5,180 hp) cada
Velocidade máxima: 530 km/h
Alcance: 3,300 km
Altitude de serviço: 8,000 m
Armamento: 1,500 kg em pontos externos que incluem bombas, cargas de profundidade e torpedos

Quando o Be-12 foi descoberto pelos ocidentais no inicio dos anos 60, muitos pensaram que sua concepção estava ultrapassada, sendo que ao mesmo tempo era moderno e apresentava desempenho elevado nas missões de patrulha maritima e anti-submarina. Entre 1964 e 1983 conquistou 44 recordes mundiais na sua categoria. Os primeiros protótipos voaram a partir de 1960 mas a fabricação começou em 1964. Cerca de 70 dos 143 aparelhos construidos ainda estão em atividade na frota do norte da Rússia, além de unidades da Ucrânia que tomaram lugar da frota soviética no Mar Negro. As missões de patrulha e anti-submarina foram confiadas aos Tu-142 e IL-38 baseados em terra. A função do Be-12 atualmente é a de busca e salvamento, proteção as operações de pesca e alguns a combate de incêndios florestais, devido ao surgimento de novos mísseis que poderiam ser lançados de submarinos Americanos, a grandes distâncias. Durante o desenvolvimento do Beriev Be-200 equipado para a luta contra incêndios, foi usado um Be-12P especialmente modificado como protótipo, de acordo com dados fornecidos em 1993, a Marinha Russa tinha 55 aviões em serviço. Em 2005 havia apenas 12 e em 2008 havia somente 9 aviões ainda em serviço. Acredita-se que haja aviões ainda em uso na Força Aérea da Siria, Aviação Naval da Ucrânia e Força Aérea Popular do Vietnã.